PanoraMix#48 | Mídia, Robôs, Grafeno e Comida

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Folha, Facebook, Google e NYT, divórcios e casamentos

mídia

Na PanoraMIx#46 mostrei como o Facebook vem dominando a distribuição de notícias e como isso vem causando enorme impacto nas redações e produtores de conteúdo jornalístico. Some-se a isso o fenômeno das fake news compartilhadas e embaralhadas no meio de notícias verdadeiras e posts de opinião – além de gatinhos, receitas, etc. – e cria-se um ambiente que não é exatamente o melhor para o consumo sério de jornalismo online. Para piorar ainda mais a situação, recentemente o Facebook decidiu que vai privilegiar conteúdo das páginas pessoais e diminuindo a distribuição e alcance orgânico- não pago – das fanpages.

Analisando prós – alto tráfego, amplo alcance e grande engajamento – e contras – baixo controle, ambiente confuso, políticas de distribuição instáveis e remuneração nenhuma, semana passada a Folha de São Paulo decidiu deixar de publicar seu conteúdo nas páginas do Facebook.  Com quase 6 milhões de seguidores na rede social, é o primeiro grande veículo nacional a tomar esse caminho (o Globo já tinha feito algo parecido anos atrás, mas mais por desconhecimento do que era o Facebook do que por um embasamento comercial/editorial)

Segundo levantamento feito junto aos principais veículos de informação, a nova política do Facebook de privilegiar conteúdo de produção pessoal já fez cair em 32% o volume total de interações (compartilhamentos, comentários e curtidas) na fanpages desses jornais.

Mas como ninguém é de ferro, a Folha vai continuar permitindo que o conteúdo que publica nas suas páginas continue sendo compartilhado na rede do Zuckerberg.

Minha opinião é que é questão de tempo para que essa decisão seja revista. Não dá para abandonar as interações de 6 milhões de seguidores de uma hora para outra.

Google reassume

Matéria da Recode mostra que os veículos e consumidores prejudicados pela mudança no Facebook estão migrando para o Google, que diz ter aumentado em 40% o tráfego em comparação com o ano passado. Isso mostra o poder da marca das empresas de conteúdo que são procuradas pelos seus leitores no Google, já que não as encontram mais no Facebook.

NYT não para

Enquanto isso, o The New York Times, que continua publicando no Facebook, divulga que obteve em 2017 US$ 1 bilhão em receitas apenas com assinaturas, sendo US$ 340 milhões no digital, o que representa 60% do seu faturamento total.

O mesmo jornal anunciou que está introduzindo realidade aumentada às suas reportagens digitais. A primeira iniciativa está aqui. O NYT não para.

Há robôs e robôs, ainda bem

tecnologia

Muito falei aqui sobre como robôs tem evoluído, tanto na ocupação de postos de trabalho em atividades repetitivas quanto em atividades que ainda não têm uma aplicação bem definida.

Os dois vídeos abaixo mostram como estamos ao mesmo tempo cada vez mais perto de máquinas plenamente funcionais para o dia a dia como estamos ainda muito longe em termos robôs plenamente funcionais de verdade. O primeiro vídeo preocupa, mas o segundo dá um certo alívio. Assista a tire suas conclusões.

 

Grafeno na comida

alimentação | tecnologia

Garanto que você já ouviu falar do Grafeno, um dos novos materiais que foram desenvolvidos recentemente. Várias vezes mais forte do que o aço e 100 vezes mais condutivo do que o cobre, ele é uma das formas cristalinas do carbono, como o diamante e o grafite. É daquelas invenções tão novas que ainda não teve definida uma clara aplicação para as massas até recentemente.

Pesquisadores da Rice University conseguiram usar um laser comum, desses que leem CDs, para transformar a camada superficial de alimentos como pães, biscoitos, batata e coco em uma finíssima camada de grafeno, da espessura de um átomo, comestível e plenamente funcional, como um circuito eletrônico. Funcional pra quê, você deve estar perguntando.

As aplicações são várias, desde informações sobre onde a comida foi produzida, prazo de validade, composição e o caminho que ela percorreu até sua mesa, até sensores de contaminação, por exemplo. Veja no vídeo abaixo como é a gravação e outros usos desse novíssimo material.

 

Nem todo palitinho é igual

alimentação | sociedade

E já que o assunto é comida, você sabia que os palitinhos que orientais usam para comer são completamente diferentes na China, Coréia e Japão?

Esse vídeo da Quartz explica bem as diferenças e os motivos culturais porque elas existem. Na sua próxima vez num chinês, se não te derem os palitinhos certos, pode reclamar.

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