PanoraMix #45 | Ecommerce e mídias hiperlocais, Panora x O Globo, Amor em 3D

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Comércio, como conteúdo, todo mundo faz

e-commerce | social commerce | m-commerce

Você vem semanalmente acompanhando por aqui como o varejo em geral está mudando. Fiz até um resumo com alguns artigo e análises sobre esse momento sobre aquilo que conhecemos por comércio varejista. Mas nem só aos gigantes do e-commerce devemos esse movimento que está exigindo como nunca do varejo tradicional. Como Malcolm Gladwell mostrou em seu ótimo Outliers, tragédias nunca acontecem por um só motivo, são sempre um conjunto de pequenos acontecimentos que encadeados levam ao derradeiro momento. Com o apocalipse do varejo está acontecendo o mesmo.

Facebook Marketplace
Um desses nem tão pequenos acontecimentos, nada relacionado ao Facebook é pequeno, foi o lançamento no Brasil do Facebook Marketplace onde qualquer um pode vender quase o que quiser pela rede social. Além de morder o varejo off-line, a iniciativa também coloca uma pulga atrás da orelha de marketplaces tradicionais como OLX e Mercado Livre.

Para vender pelo Facebook Marketplace basta tirar uma foto do produto e postar na seção Marketplace junto com uma descrição. O comprador pode procurar por produtos na caixa de buscas da rede social. Ao contrário dos marketplaces tradicionais, o do Facebook não faz a intermediação do pagamento nem da entrega da operação que é toda negociada entre comprador e vendedor pelo Messenger. Não faz ainda…Olha a pulga aí.

Há alguns anos houve várias startups aqui e lá fora tentando aproveitar a abrangência, penetração e intimidade da rede social para o comércio, oferecendo soluções de lojas totalmente dentro do ambiente do Facebook. Nenhuma deu muito certo, poucas existem hoje. Há algum tempo também o Facebook oferece a seção Loja para páginas – não para perfis pessoais – onde você pode apresentar e “vender” seus produtos, mas fechando o negócio fora da rede social em um site.

A diferença entre a Loja e o Marketplace do Facebook é que no segundo há produtos de vários vendedores diferentes, enquanto na Loja estão apenas os produtos de um único vendedor. Então, depois de alguns fracassos e inciativas incipientes, talvez o momento tão esperado do social commerce esteja começando agora.

Como toda nova funcionalidade da rede, o Marketplace está sendo disponibilizado aos poucos desde o dia 22/1 para seus usuários brasileiros.

Robomart
Robomart é um projeto de dez anos do empreendedor Ali Ahmed, que se posiciona como a primeira loja mobile autônoma. Um veículo sem motorista que traz mantimentos e alimentos preparados para o consumidor, recriando a ilha do supermercado, só que sobre rodas, nas ruas. Os consumidores solicitam pelo smartphone o robomart mais próximo (eles aparecem num mapa como o da Uber). Uma vez no local, desbloqueiam as portas e pegam os produtos que desejam. Quando terminarem, eles simplesmente fecham as portas e o veículo vai atender outro cliente. A Robomart rastreia o que os clientes pegaram usando a tecnologia gratuita de “grab and go”, tipo o da loja Amazon Go, e cobram o cliente no cartão de crédito.

Ahmed diz que quer criar uma nova categoria dentro do setor varejista. “Os varejistas teriam acesso ao nosso sistema autônomo de gerenciamento de frotas de última geração que gerencia pedidos, roteamento, reabastecimento e operações. Eles teriam a capacidade de se comunicar com os clientes e acessar dados e análises de vendas em tempo real.” Neste momento a Robomart construiu seu primeiro protótipo e está buscando uma licença de testes de veículos autônomos do departamento de veículos a motor da Califórnia.

Essa iniciativa de um varejo ultralocal lembra outra que comentei na PanoraMix #32:
“A empresa [Bodega] instala pequenos armários em portarias, academias de ginástica e escritórios onde seus clientes podem comprar artigos de uso frequente como material de limpeza e higiene e alguns alimentos. A abertura dos armários é feita por senha e os produtos que o cliente retira são monitorados por câmeras. Não há checkouts nem leitores de cartão. Câmeras monitoram o que é retirado da bodega e o pagamento é feito no aplicativo. Mais detalhes sobre a Bodega e porque ela envolve uma polêmica, na matéria do Tech Crunch


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Google e Facebook na mídia local

negócios | mídia

E já que estamos falando de ultralocal, Google e Facebook estão lançando iniciativas para incentivar a produção e consumo de notícias hiperlocais.

Bulletin
O Google criou um app que vai permitir qualquer pessoa autorizada a contribuir com notícias sobre a sua comunidade. Ainda restrito a duas cidades americanas, o Bulletin confirma que hoje qualquer um pode criar e distribuir conteúdo com quase nada de esforço e que nichos locais estão se formando numa espécie de curadoria geográfica, que tem o mesmo objetivo da PanoraMix: filtrar o que é relevante para seu público.

Today In
Em mais um esforço no que parece ser para recuperar a característica mais pessoal de sua rede, e tentar fugir de regulações estatais, o Facebook está testando uma nova área no seu app chamada “Today In” com um mix de eventos e notícias locais usando curadoria humana e inteligência artificial para escolher o conteúdo publicado nessas páginas.

A iniciativa faz parte do Facebook’s Journalism Project Initiative que visa incrementar parcerias com a mídia tradicional, e agora com a local.

PanoraMix 3 x 0 Globo

furo

E já que estamos falando de mídia tradicional, três notícias no O Globo do último domingo mostram como a tecnologia está cada vez mais presente no nosso dia a dia, para o bem ou para o mal, como a mídia tradicional demora a perceber isso – a mesma que faz listas de tendências – e como a PanoraMix já tinha falado sobre todas elas, várias vezes, nas suas quarenta e quatro edições.

WeChat
WeChat foi tema da PanoraMix#42 de 9/1 e da página 31 do O Globo do último domingo. Nas duas o assunto é como o app da Tencent vem efetivamente substituindo a carteira dos usuários.
Bitcoin
No caderno Boa Chance uma nota mostra como as modinhas tecnológicas fazem sucesso, tanto no comércio como nas redações. Bitcoin está sempre por aqui, mas foi assunto de um artigo específico sobre o novo dinheiro no Panora em 2016.

Fake News
Jornalismo e seu conflituoso relacionamento com as redes sociais é um dos assuntos favoritos do Panora e ontem recebeu a atenção da seção de opinião do O Globo. Na opinião do jornal o Facebook deveria agir como um emresa jornalística, apurando e checando cada post. Em 2013 eram publicados 4.75 bilhões de posts por dia. Hoje são 293.000 updates e 136.000 fotos POR MINUTO. Que jornal consegue processar essa quantidade de conteúdo? Que jornal, na sua história, já publicou essa quantidade de artigos e notícias?

Amor em 3D

romance

Semana passada falei sobre relacionamentos e realidades virtuais, hoje vou falar de uma iniciativa que quer imprimir o amor em 3D. Um projeto de programadores e designers brasileiros de 2016 que agora está no Kickstarter.

Aura Pendant quer reproduzir sua história de amor em um pingente único, impresso em 3D em ouro ou prata e criado com base nos seus batimentos cardíacos e tom de voz enquanto você conta a história.

Mais real do que isso, só um beijo.

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