PanoraMix#44 | Realidades, Relacionamentos, Amazon Go e Upstarts

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Realidades, eremitas e relacionamentos digitais

comportamento | tecnologia

Realidade virtual e aumentada são das tecnologias que mais se tem falado ultimamente. Mas que como todas essas novidades, muitas vezes não fica claro como podem ser utilizadas na prática, como podem melhorar nosso dia a dia nem como influenciam nosso comportamento.

Realidade aumentada é aquela que através de um dispositivo usa o ambiente físico como base para incluir, na tela do celular, tablet ou óculos, elementos virtuais que se colocam entre você e o ambiente real. O exemplo mais recente é o game Pokémon Go, onde bonecos existem virtualmente em ambiente reais, só podendo ser vistos através da tela do dispositivo com o qual o usuário pode interagir através de toques e gestos.

Mas, como você já deve estar imaginando, os usos da realidade virtual vão muito além do entretenimento. Veículos, museus, comércio, etc. podem aproveitar a tecnologia para oferecer uma experiência mais completa ao motorista, visitante, cliente. A Mach listou aqui quatro exemplos de como a realidade aumentada já está fazendo diferença nas nossas vidas tornando-a mais segura, divertida e interessante.

Já realidade virtual é um mundo paralelo, totalmente criado digitalmente e que só existe dentro do dispositivo usado para acessá-lo. Na realidade virtual não há compromisso com a realidade real e quase tudo é possível, sendo a tecnologia seu único limite.  Ao contrário do que muita gente pensa, há tempos a realidade virtual deixou de ser somente visual e através de novos dispositivos é capaz de criar sensações reais de toque – como nos controladores do Wii que tremem na mão do usuário quando ele acerta aquele topspin jogando tênis – só que muito mais evoluídas. São os chamados sistemas e dispositivos hápticos, que simulam mecanicamente alguns dos sentidos e fazem mais real a realidade virtual.

Estudiosos dizem que em poucas décadas será difícil distinguir a realidade real da virtual, e por isso já tem gente perguntando: como serão as relações pessoais num mundo onde, já hoje, nos relacionamos cada vez mais virtualmente? Será que poderemos atingir os níveis mais profundos dos relacionamentos amorosos sem termos uma experiência física real?

Essa é a pergunta que a Dra. Lindsay Portnoy faz e tenta responder em seu artigo no Medium. Usando o filme Her como introdução dessa nova realidade dos relacionamentos (se você ainda não assistiu ao filme de Spike Jonze, assista já) ela separa as etapas de um relacionamento amoroso em luxúria, atração e união e explica como cada uma delas já está sendo influenciada por essa realidade que já estamos vivendo, não totalmente virtual, mas muito baseada em conexões digitais.

Ela coloca que se há pouco tempo paixões eram construídas pelo correio enquanto hoje o mesmo acontece através de posts, comentários e mensagens instantâneas, não é um exagero sugerir que meios multi-sensoriais de realidade virtual poderiam sim viabilizar relacionamentos reais entre pessoas e sistemas digitais. Seu artigo é uma leitura razoavelmente longa para os atuais padrões, mas acho que vale a pena (em inglês).

Os eremitas urbanos são outro exemplo de como nossos relacionamentos digitais, sejam eles amorosos, pessoais ou profissionais, podem ser ao mesmo tempo viáveis enquanto o isolamento proporcionado por essa opção pode potencializar um fenômeno que já acontece com uma geração nem tão digital: a solidão.

Talvez esse tenha sido um dos motivos pelos quais o governo britânico criou o Ministério da Solidão, o que a primeira-ministra, Theresa May, descreveu como “a triste realidade da vida moderna”, uma epidemia oculta que afeta mais de 9 milhões de pessoas na região.

Criar esse ministério pode ser o primeiro passo para que num futuro não muito distante a solidão seja coisa do passado, e que aprendamos a estar em contato com pessoas virtuais sentadas do nosso lado, conversando, tomando um café e até fazendo outras coisas conosco. Quem sabe?

Amazon Go para todos, Bezos para a América

negócios | política

Há mais de um ano você leu aqui sobre o protótipo de loja física sem caixas registradoras nem filas que a Amazon montou dentro do seu campus em Seattle, lembra? Pois ontem a loja saiu do campus e abriu na cidade para qualquer pessoa poder comprar.

Com um perfil mais de loja de conveniência do que de um supermercado Whole Foods, que também pertence à Amazon, as lojas Amazon Go permitem que quem tenha seu app instalado no smartphone simplesmente entre na loja, pegue o que precisa e saia andando. Não tem leitor de código de barras nem cartão de crédito. Os movimentos e compras do cliente são monitorados por sensores e câmeras espalhados pela loja. A cobrança é feita direto na sua conta Amazon.

Vai ser o primeiro teste real de uma tecnologia que está sendo desenvolvida há mais de cinco anos. Vamos ver como ela vai lidar com uma loja cheia de consumidores, alguns querendo levá-la ao limite. Relembre como a loja pretende funcionar no vídeo abaixo.

Falando de Amazon, existe uma suspeita de Jeff Bezos quer ser candidato à sucessão do Trump. Vale a pena ler o perfil que o NYT fez dele já mirando nessa possibilidade.

Cartões superam dinheiro

dinheiro

E já que estamos falando de consumo, 2017 foi o ano no qual o valor total das compras feitas com cartão de crédito e débito superou o total das pagas com dinheiro vivo. Segundo a consultoria Euromonitor, em 2017 houve um aumento de 5,5% nas transações com cartões e uma queda de 1% nas feitas com cédulas, no que parece ser uma tendência irreversível, principalmente nas compras de baixo valor.

A consultoria estima que US$ 725 bilhões deixarão de ser movimentados como dinheiro vivo até 2022. A matéria da Exame tem mais detalhes sobre esse movimento.

Cartões postais anabolizados

negócios

Vocês já sabem como eu adoro quando negócios off-line encontram o on-line e juntos criam algo melhor do que a simples soma dos dois, certo?

Postmii é uma startup francesa que criou um triciclo movido a energia solar onde turistas podem tirar ou usar suas fotos para imprimir cartões postais únicos que são enviados pelo correio comum. Usando tablets, filtros e realidade aumentada, o serviço recupera o valor do cartão postal de papel só que anabolizado pela tecnologia. Veja no simpático vídeo abaixo como funciona.

Duas mega startups

negócios

E já que falei de startups, a história de duas delas estão no livro “As Upstarts” de Brad Stone. Num ritmo de romance policial, ele conta como quase ao mesmo tempo AirBnB e Uber nasceram e se desenvolveram até se tornarem das mais valorizadas empresas do mundo. Uma aula de resiliência com pitadas de sorte, oportunidades perdidas, arrependimentos brutais e muito dinheiro.

Uma curiosidade: a ilustração na capa é uma versão da imagem mais reproduzida da história.


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