PanoraMix#37 | Casio, Uber, IBM, Shazam, Strava…Toda tecnologia tem seu tempo

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Reconhecimento de voz, imagens, fontes…

tecnologia | interface

Você já leu aqui no Panora que voz é a nova interface que vem dominando o desenvolvimento de serviços online. Cliques e toques estão sendo substituídos por microfones e sistemas capazes de entender, processar e atender nossas solicitações. Siri, Cortana, Alexa e OK Google são os assistentes de voz mais populares no momento. Se você ainda não usou um deles, faça uma experiência usando o que estiver disponível no seu smartphone. É impressionante a capacidade de compreensão da nossa fala por esse tipo de sistema.

Mas para chegarmos onde estamos no reconhecimento de sons, sotaques, expressões e encadeamento de solicitações um longo caminho foi percorrido. Quem está envolvido com tecnologia há algum tempo vai lembrar de softwares da IBM que digitavam enquanto você ditava o texto e arrancava os cabelos com tantos erros. Até pouco tempo atrás não parecia ser possível chegar onde chegamos com reconhecimento de voz.

Na música
Um dos primeiros passos realmente eficazes no reconhecimento de sons foi um serviço revolucionário que a Oi tinha aqui quase quinze anos atrás, o Oi Estúdio. O cliente fazia uma ligação de voz para um número curto e colocava o aparelho para escutar a música que estivesse tocando no rádio e ele não conhecia.

O serviço escutava a música, na maioria dos casos a reconhecia e mandava um SMS com o nome, artista e, claro, um link para você comprar o ringtone dela. Funcionava espantosamente bem, mas durou pouco, suplantado por apps tipo Shazam que fazem a mesma coisa de forma mais rápida, completa e sem vender ringtone. É uma evolução lógica que hoje existam sistemas capazes de identificar não só músicas, mas qualquer palavra, frase ou expressão em praticamente qualquer idioma e acessíveis de graça por todos.

Nas suas fotos
Outro encaminhamento natural de sistemas de reconhecimento que vem evoluindo rapidamente é a identificação de imagens. Há muitos anos o Google permite busca por imagens; você faz o upload de uma imagem e ele busca outras parecidas. O Google Fotos permite que você faça uma busca digitando um texto e retorna os resultados com as fotos que você mesmo tirou. Se você buscar por vinho, ele irá retornar todas as fotos de garrafas de vinho que você já fotografou. Não sabia? Experimente também com seu smartphone. Dá para pesquisar até usando Emojis.

Na cultura
Outra iniciativa bacana usando a tecnologia de reconhecimento de imagens é o aplicativo Smartify. Imagine entrar num museu, apontar seu smartphone para um quadro e receber todas as informações audiovisuais sobre ele? Usado por mais de 30 museus, o aplicativo é capaz de identificar de quadros a esculturas sem nem mesmo ser necessário clicar ou fotografá-los. Basta apontar para eles. Um belíssimo uso cultural da tecnologia. Veja como funciona no vídeo abaixo.

Para Designers
Com um uso mais restrito, mas que mostra a que nível de detalhe pode chegar o reconhecimento de imagens, o aplicativo WhatTheFont é capaz de reconhecer a fonte (tipo de letra) sendo usada em um texto bastando que você aponte a câmera do smartphone para ele. Destinado a designers, o app pode identificar 130.000 fontes diferentes (você também não sabia que existiam tantas fontes assim, não é?)

Smartify WhatTheFont são conhecidos como os Shazans das suas áreas, arte e fontes, o que confirma exatamente onde tudo isso começou.

O tempo da tecnologia

tecnologia | negócios

Outra coisa que, como as tecnologias de reconhecimento, não aconteceu da noite para o dia e levou mais tempo do que a gente imagina para estar agora na palma da sua mão são os próprios smartphones.

matéria da Wired mostra que já nos anos 70 havia protótipos do aparelho que hoje se tornou ubíquo. Em 1984 telas sensíveis ao toque que reconheciam a escrita já existiam em relógios da Casio, e a IBM, sempre ela à frente do seu tempo, em 1994 criou o primeiro smartphone com stylus e aplicativos embarcados. Leia a matéria em inglês para entender que nem sempre as coisas acontecem tão rápido assim e veja no vídeo abaixo o relógio precursor do Apple Watch.

A guerra contra a Uber é de desinformação

tecnologia | sociedade

Há quase dois anos você leu aqui sobre uma pesquisa feita em São Francisco que mostrava que a Uber não tirava receita dos táxis. Pois é, fizeram pesquisa semelhante no Brasil e chegaram à mesma conclusão. Serviços como Uber e Cabify criam uma nova categoria de usuário de transporte, uma mistura entre aquele que andava de ônibus e outros que agora deixam o carro em casa para usarem o compartilhamento de veículos.

Leia a matéria da Folha mostrando resultados semelhantes em pesquisas internacionais e que por aqui os grandes prejudicados foram aqueles que negociam licenças de taxis, atividade que não deveria nem existir.

Planejamento urbano com ciclistas

negócios | sociedade

Recentemente você também leu aqui sobre a Uber ceder seus dados de corridas para ajudar cidades a planejar melhor o sistema de transportes urbanos, lembra? Pois agora outro app bastante popular, mas completamente diferente da Uber está fazendo o mesmo.

Strava é o app favorito dos ciclistas e de alguns corredores também. Nele atletas e quem usa a bike como trabalho ou transporte registra seus trajetos e acompanha a performance das suas pedaladas. O app ganha um milhão de novos usuários a cada quarenta dias.
Da mesma forma que a Uber, as informações sobre esses trajetos (horário, tempo, distância, etc) são armazenados em um gigantesco banco de dados que pode ser de enorme relevância para planejadores urbanos conhecerem melhor os hábitos dos cidadãos.

Pensando nisso a empresa criou uma área chamada Strava-Metro com o objetivo de ajudar cidades a utilizar bem essa enorme quantidade de dados. Hoje essa área trabalha com 30 cidades e 125 órgãos e agências de planejamento que a remuneram para ter acesso às informações fornecidas pelos usuários do app. A Co.Design tem uma matéria bacana sobre como isso aconteceu e como a empresa vem aproveitando essa oportunidade para ajudar a melhorar a vida dos seus clientes.

Top 10

negócios

Uber, Strava, Casio, Apple, IBM…todas essas empresas que citei aqui são ou foram disruptivas em algum momento da sua história. Mas quem são hoje as 10 startups que estão revolucionando suas indústrias? A Época Negócios fez uma lista com detalhes sobre cada uma delas.

Cale-se para sempre

negócios

Há três semanas você leu aqui que apps de encontros são responsáveis por até 70% dos novos casais. São os algoritmos ajudando homens e mulheres a encontrarem a outra metade da laranja. Pois é, a Nwe Yorker já pensou nas consequências disso.

“….e se alguém presente suspeita que o algoritmo que uniu esses dois pode estar com defeito, fale agora…”


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