PanoraMix#36 | WeWork, Toyota, Varejo, Quiosques e Livros

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Varejo sendo ocupado por escritórios compartilhados

negócios

Se você já foi a Nova York, deve ter no mínimo passado em frente a Lord & Talylor, uma das mais antigas e importantes lojas de vestuário da cidade. Fundada em 1914, é mais uma que vem sofrendo com as mudanças no varejo e por isso vai vender parte do belo e tombado edifício de onze andares da sua principal loja, na Quinta Avenida. Vai vender para a WeWork.

We Work é a principal startup global de espaços de trabalho compartilhados. Com 256 espaços em 56 cidades pelo mundo, a empresa não oferece apenas locação de escritórios, mas todo tipo de serviços administrativos, empresariais e até pessoais que uma pequena empresa possa precisar. Além disso, promove a integração e o network entre seus inquilinos com eventos e conferências. Aluguel de espaços compartilhados de trabalho não é uma atividade nova, mas o modelo da We Work sim. Tanto que a empresa está sendo avaliada em US$ 20 bilhões.

Enquanto a Lord & Taylor descobre que seu patrimônio imobiliário se tornou mais rentável do que sua operação de varejo, uma empresa que representa o novo trabalho aproveita a oportunidade e ocupa o espaço físico deixado pelo velho varejo offline. Isso mostra que a ruptura está longe de ser destrutiva. É muito mais uma renovação para o futuro do que um abandono completo do passado.

O novo espaço de trabalho

trabalho | negócios

novo trabalho não se resume a novas formas de contratação e novas atividades, passa também pela parte física, com ambientes mais relaxados e colaborativos que ajudem o trabalhador a ser mais eficiente e feliz e assim trabalhar menos e melhor.

Renovar os espaços de trabalho é um grande e caro desafio para empresas, arquitetos e designers, não só em relação ao mobiliário, equipamentos e iluminação, mas também em questões como sustentabilidade, alimentação e, claro, atender necessidades de cada pessoa, atividade e posição.

Clique na imagem abaixo, veja alguns exemplos desses novos escritórios pelo mundo e compare com o seu atual ambiente de trabalho. Esse aqui embaixo é da We Work.

Lulu dans ma rue

offline | negócios

Outro exemplo de um negócio offline que adaptou conceitos da nova economia para criar um produto hiperlocal é o quiosque de rua Lulu. Inicialmente instalado num bairro parisiense, ele oferece serviços manuais como instalação de cortinas, conserto de vazamentos, pequenas mudanças e outros desse tipo, feitos por profissionais autônomos indicados e intermediados pelo quiosque. Os preços começam em 5 Euro por 20 minutos de trabalho.

Não sei se ficou claro, mas é exatamente o mesmo modelo de negócios da Uber: conectar oferta e demanda através de um ponto de contato, no caso da Uber um aplicativo, no do Lulu um quiosque. É das coisas mais legais que vi ultimamente e perfeitamente replicável por aqui. Veja o vídeo abaixo e conheça alguns dos Lulus e seus clientes.

Smartcozinha

tecnologia | sociedade

Por enquanto ainda precisamos de gente para serviços como os oferecidos pelo Lulu, mas você já sabe que as máquinas inteligentes estão cada vez mais presentes, até em dispositivos, ferramentas e aparelhos que até então eram totalmente passivos e dependentes de um humano para funcionar.

No vídeo abaixo estão cinco dispositivos, que você provavelmente tem na sua cozinha e que foram anabolizados pela tecnologia com o objetivo de fazer a vida mais fácil, rápida e à prova de erros. Forno, fogão, panela, balança e geladeira conectados que podem ajudar até o mais gourmet dos chefs caseiros.

30% da economia de serviços serão compartilhados

negócios

Você já sabe que sharing is the new buying e que cada vez mais produtos estão sendo vendidos como serviços. O movimento é tão sério que a PwC estima que em 2025 a economia do compartilhamento irá crescer 20 vezes em relação ao que era em 2014 e atingir US$ 335 bilhões em faturamento.

Cinco setores verão o maior crescimento: viagens, finanças, veículos, streaming e recrutamento.

Um exemplo de que grandes empresas estão mais do que atentas, estão mesmo tentando definir esse movimento, vem da Toyota que acabou de abrir uma loja que não vende carros, aluga.

Instalada numa região universitária cheia de jovens que não pretendem nunca na vida comprar um carro, a loja de carros divide o espaço com uma moderna cafeteria e também aluga equipamentos de camping.

Reposicionar a marca mais perto dos novos hábitos de transporte das novas gerações passa também pelo espaço físico, como vimos na primeira nota em relação ao trabalho.

Entendendo o futuro

livros

Eu tento ajudar, mas há tempos não é fácil acompanhar as mudanças na sociedade. Outra que tenta ajudar é a diretora de serviços aos leitores da Biblioteca Pública de Nova York que listou onze livros que falam sobre o futuro da humanidade entre clássicos e recém-lançados. A Época publicou a lista.

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