PanoraMix #31 | mHealth, um novo capitalismo, uber+cabify+99taxi, Tommy

PanoraMix é minha curadoria semanal com artigos e análises sobre como  a transformação digital está impactando negócios e sociedade.

Cadastre-se para receber semanalmente por email. É grátis 🙂

Cadastre-se para receber a PanoraMix semanalmente


mHealth – acesso e equipamento

saúde | tecnologia

Saúde e medicina não são temas muito abordados aqui no Panora, pois muitas vezes exigem um conhecimento mais profundo, mesmo para comentar sem pretensões, que eu não possuo. Mas às vezes surgem notícias e tendências que têm a ver com as transformações nessa área que merecem ser compartilhadas enquanto a gente espera que os experts comentem com propriedade.

Uma dessas tendências é a cada vez maior utilização dos smartphones como verdadeiros equipamentos médicos. Conhecida como mHealth, essa área já movimenta US$23 bilhões de dólares por ano e projeta crescer cinco vezes nos próximos cinco anos.

Aplicativos rodando no celular hoje podem se conectar a implantes auditivos, detectar gravidez, anemia, autismo em crianças e fazer ultrassonografias além de monitorar sinais vitais, composição do suor e, claro, facilitar a conversa com médicos e terapeutas. Smartphones hoje estão fazendo mais pela medicina, principalmente fornecendo acesso, do que muitos medicamentos e laboratórios. O Futurism tem uma matériacom vários links interessantes na área de mHealth.

Smartphone é tudo

tecnologia

Todos os aparelhos mostrados nesse anúncio, talvez do começo dos anos 90, estão hoje na palma da sua mão. O PC anunciado tem 20Mb de disco, vem com mouse de dois botões e planilha Lotus de bônus.


Quer levar esse conteúdo para ser discutido na sua empresa, escola ou grupo?

panoramix@panora.com.br


Falando com as paredes

tecnologia

O que já falamos bastante aqui é como a voz tem se tornado a principal interface entre humanos e sistemas. Todas as grandes empresas de tecnologia hoje têm sus assistentes virtuais que conversam conosco. Até agora eram encontrados apenas nos smartphones e em dispositivos específicos para seu uso, mas, como mostra a matéria da The Verge, vamos começar a encontrar esse tipo de tecnologia em outros dispositivos como lâmpadas, headphones, geladeiras, TVs e até laptops.

Comandos de voz estão se tornando tão onipresentes que até aplicativos de ecommerce e banco oferecem essa interface de navegação. Quanto tempo mais você acha que vai levar para estar sozinho em casa conversando com uma marca?

Quem quer fazer seu IPO?

negócios

Modelos de negócios criativos são a base das transformações pelas quais estamos passando. Sem eles a tecnologia seria apenas tecnologia e não um negócio que resolve problemas. A japonesa Valu é dos melhores exemplos dessa criatividade construtiva.

A proposta da startup é permitir que qualquer um, de pescador a cosplayer, possa “abrir seu capital” lançando e negociando ações na bolsa que ela criou.

matéria da Exame dá mais detalhes e explica alguns problemas que a inciativa vem enfrentando.

Concorrentes sempre #sqn

negócios

Falando em modelos de negócios criativos, semana passada foi negra para um de seus principais representantes, o Uber.

Enquanto a prefeitura de Londres diz que não irá renovar a licença que autoriza sua operação na cidade, no Brasil o deputado federal Carlos Zarattini (PT/SP) pretende regulamentar os serviços de mobilidade urbana do país exigindo dos motoristas de aplicativos como Uber, Cabify e 99Taxi um licenciamento igual aos exigidos dos taxistas (placa vermelha). Na prática o projeto de lei inviabiliza a existência desse tipo de iniciativa que gera renda para tanta gente e é aprovada pela população.

O que o deputado conseguiu até agora foi que as três empresas concorrentes se juntassem para, com o apoio de seus usuários e motoristas, derrubarem a iniciativa do petista.

Há tempos digo que governantes ainda não entenderam, ou se fazem de sonsos, sobre como funciona a nova economia, está aí mais uma prova. Outras com certeza virão.

Se você quer demonstrar que é contra essa lei anacrônica e apoiar a viabilidade desses novos negócios, clique aqui: http://juntospelamobilidade.com/ .

Um novo capitalismo

negócios sociais

As três empresas acima não são exatamente o que consideramos empresas de impacto social, apesar do grande impacto que causam. Elas surgiram num vácuo onde a regulamentação do Estado não intercedeu no sentido de atualizar a oferta de serviços alinhados com as novas demandas e necessidades do cidadão. É uma situação similar à das empresas de impacto social na definição correta do termo: elas “não substituem o Estado, mas qualificam e complementam a ação estatal ao garantir acesso com mais qualidade a serviços e produtos para quem mais precisa: a população brasileira de baixa renda. São [empresas] que se dedicam a desenvolver soluções inovadoras, motivados por uma genuína intenção de transformar — para melhor — a realidade do país. ”

Tratei desses negócios sociais em um artigo de 2016 mostrando que, de saúde a educação e finanças, existe um novo tipo de capitalismo sendo criado longe de ideologias polarizadas e do Estado que está mudando o mundo.

A Artemisia, que cito no artigo e está fazendo doze anos, é um dos melhores exemplos de como isso está efetivamente acontecendo por aqui. Leia um artigo recente de sua diretora-executiva aqui.

Sem briga por comida

comida

Situação parecida com essas citadas acima, onde interesse e poder entram em conflito com novas tecnologias e modelos de negócio, vivem as fazendas urbanas das quais tanto falo por aqui.

Muita gente as colocam como inimigas da forma de produção agrícola tradicional exatamente como o Uber é inimigo dos taxis. Mas como o artigo da Freight Farms, que produz alimentos em antigos contêineres de carga, coloca muito bem, formas tradicionais e inovadoras na produção de alimentos devem não só coexistir como colaborar entre si. Uma guerra entre elas pode ser catastrófica para a população global.

Os magos

rir


Ninguém passou incólume ao Rock in Rio nas duas últimas semanas. Uma das principais atrações foi o The Who que demorou só 53 anos para aparecer por aqui.

Essa versão de Pinball Wizard do Pete Towshend tem o Roger Daltrey no papel do deaf, dumb, blind kid com Elton John cantando. Sensacional.


PanoraMix é minha curadoria semanal com artigos e análises sobre como  a transformação digital está impactando negócios e sociedade.

Cadastre-se para receber semanalmente por email. É grátis 🙂

Cadastre-se para receber a PanoraMix semanalmente


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s