PanoraMix#30!

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Automatizando a produção jornalística

mídia | tecnologia

Você já leu sobre o Heliograf na PanoraMix#02, lembra? É o robô jornalista que o Washington Post começou a usar nas Olimpíadas do Rio ano passado. Pois, desde então, o sistema redigiu e publicou cerca de 850 artigos, posts e tweets como este que geraram mais de 500.000 cliques. A maioria das publicações são sobre fatos que o Post não dedicaria um jornalista para cobrir, mas que, como os cliques mostram, têm seu público, relevância e audiência, são capazes de gerar alguma receita com propaganda e, quem sabe, uma assinatura ou outra.

Produzir notícias em volume e converter esse volume em pageviews é o principal objetivo desse tipo de sistema. Mas com o avanço da inteligência artificial essa participação tende a se tornar mais relevante, com sistemas ajudando jornalistas a coletarem dados e tendências para matérias e reportagens que estão escrevendo. O Digiday tem mais detalhes, mas não responde à pergunta que fiz vinte e oito semanas atrás: E se um dia o Heliograf ganhar um Pulitzer?

Sistemas de produção de conteúdo como o Heliograf passam a fazer muito mais sentido quando descobrimos que 2/3 dos americanos consomem notícias através de redes sociais como Facebook, Twitter e até Snapchat. Jornalistas humanos não seriam capazes de prover informação na velocidade em que a consumimos, principalmente pelo celular. Estudos de 2016 mostram que checamos nosso smartphone cerca de 150 vezes por dia e tocamos sua tela mais de 2.600 vezes no mesmo período.

Nossa fascinação pelo aparelho e por conteúdo móvel é o que está gerando todo o crescimento do tráfico da internet desde 2015. Enquanto o uso de desktops e tablets para acesso à internet cai, o de smartphones, tendo buscas por notícias nacionais no Google como combustível principal, não para de crescer.

web growth

Entendeu como está tudo conectado?

Manter a qualidade do conteúdo com tanta quantidade disponível não é tarefa fácil, muito menos quando não se tem total controle da distribuição como no caso das redes sociais. Por isso a preocupação de leitores, veículos sérios e distribuidores como Facebook e Twitter com notícias falsas é tão grande. Mas, ao contrário do que possa parecer, o maior fornecedor de notícias publicadas em redes sociais é uma empresa fundada há 171 anos, a Associated Press.

Com seu produto mascarado pelas marcas de seus clientes na indústria jornalística, o conteúdo confiável e de qualidade criado pela AP e publicado por terceiros gera cerca de 35 milhões de engajamentos por mês, oito milhões a mais do que a marca de notícias mais popular da Internet, o Mail Online. Se somarmos o engajamento da AP ao de outras importantes agências de notícias como Reuters, AFP e Bloomberg vemos como as fake news só existem porque vivemos esse momento louco no qual qualquer absurdo pode parecer real se publicado nas redes socias. O The Drum tem uma matéria sobre a Associated Press e como a empresa, em silêncio, vem salvando o ambiente de produção e consumo de conteúdo online.

Legaltechs, startups na área do direito

negócios

As universidades brasileiras despejam anualmente no mercado cerca de 90.000 novos bacharéis em direito. Em média, apenas 22% deles são aprovados no exame da OAB. Isso mostra três coisas: que nós somos um país extremamente judicializado, que nossas faculdades de direito não preparam bem seus alunos e que há enormes oportunidades para quem quer inovar nessa área.

Conhecidas como legaltechs, startups na área jurídica têm sido criadas para aproveitar o que a tecnologia pode oferecer no sentido de diminuir a carga legal que transborda na nossa sociedade. O Na Prática conta a história de três delas:

Nós8 oferece consultoria jurídica em formato freemium para empreendedores em fase inicial.

Justto foi criada com o objetivo de ajudar departamentos jurídicos a cortarem custos através da resolução de conflitos e arbitragem online.

E a Advys é uma legaltech de consultoria jurídica, financeira e empresarial e contabilidade para pessoas físicas e jurídicas.

É aquela história, uns choram enquanto outros vendem lenços. Haja lenço.

Fintechs, grandes empresas e a qualidade dos serviços bancários

negócios | dinheiro

Foi o Bill Gates que disse: precisamos dos serviços bancários, mas não dos bancos. É esse motto que fez surgir empresas como Nubank e Guia Bolso que estão oferecendo serviços bancários sem os atritos comuns nos relacionamentos entre clientes e bancos. Mas não parece serem essas empresas a principal preocupação dos bancos.

Segundo um estudo feito pelo Forum Econômico Mundial, o que preocupa os bancos também são empresas como Amazon, Google e Facebook que oferecem excelentes experiências de consumo que o consumidor usualmente não encontra nos serviços bancários. Comprar uma startup pode ser um caminho para os grandes bancos se adaptarem, faz até sentido. Mas isso é impossível de acontecer com grandes empresas como essas três que citei. Não faz sentido para nenhuma das duas pontas.

Empresas nacionais como a BrootaBiva Nexoos, conectam empresas e investidores utilizando fortemente a análise de dados para viabilizar investimentos que agradam as duas pontas. A Amazon também oferece serviços de financiamento para seus parceiros sem nenhum tipo de intermediação bancária.

Da mesma forma que acontece com as lawtechs, as fintechs surgem na esteira de serviços extremamente regulados, seja por governos, instituições ou oligopólios e prova que quase ninguém está livre de ter seu negócio impactado na nova economia.

O limbo do varejo

consumo | sociedade

A gente está vendo um fenômeno que confirma o que sempre falo sobre vivermos num limbo onde convivem conceitos e padrões novos e antigos. O varejo tem se mostrado o melhor exemplo disso.
Enquanto grandes redes de varejo como Sears, JC Penney e Macy’s fecham lojas para focar no ecommerce, empresas que nasceram digitais como Warby Parker, Amazon e Zappos, não param de abrir lojas físicas ou comprar varejistas tradicionais.

Em ambos os casos, entre outras razões, a experiência do consumidor online e offline é o que motiva essas empresas nesses movimentos opostos. No caso das primeiras, o cliente não estava satisfeito com o atendimento, preços e estoque restritos no offline. No caso das demais o cliente quer ter a experiência de tocar e provar os produtos, o que é impossível no online.

Varejo é uma arte que andou meio estagnada, mas que agora está recuperando o tempo perdido. Não é para amadores. Leia mais sobre isso no Digiday.

Amigos Anônimos

sociedade | IA | medicina

Você já leu na PanoraMix#03 – outro flashback – que o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido está testando um bot via chat como alternativa de atendimento. O sistema faz perguntas sobre os sintomas que o cidadão está sentindo e de acordo com as respostas o aconselha ou não a procurar o serviço médico. Tudo via mensagens de texto, com uma máquina conversando com o possível paciente.

No Brasil, uma iniciativa parecida está ajudando a tratar o alcoolismo, doença que mata anualmente mais de 3 milhões de pessoas no mundo.

Um chatbot criado pelos Alcoólicos Anônimos e alimentado por com dados de 70 anos de experiência da entidade no tratamento dessa enfermidade, utiliza inteligência artificial para conversar anonimamente com qualquer um sobre o assunto e assim ajudar num eventual diagnóstico e tratamento.
Veja o vídeo de apresentação abaixo, acesse o chat no Facebook aqui e compartilhe com quem possa precisar. Esse é um dos exemplos mais bacanas no uso da tecnologia que você vai encontrar.

 

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