PanoraMix#29 | Enquanto taxi não voa

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Brasil sem combustão

energia | transportes

Parece que virou moda. 2040 vai ser o ano no qual talvez poderemos decretar o fim do motor a combustão como propulsor de carros no mundo, até no Brasil. Um projeto de lei em tramitação no senado proíbe a venda de veículos a gasolina ou diesel a partir de 2030 e a circulação, a partir de 2040, de qualquer veículo desses tipos. Depois de Reino Unido, Noruega, França e Índia, o Brasil tenta acompanhar a evolução no desenvolvimento dos carros elétricos com um caminho muito mais longo do que esses países na sua viabilização.

Adaptar fábricas e montadoras, formar mão de obra especializada e desenvolver tecnologia é só o começo. Imagine um país de dimensões continentais como o nosso, com infraestrutura precária e áreas ainda com baixíssima densidade populacional ser capaz de, em pouco mais de vintes anos, criar uma rede de postos de recarga para veículos movidos a eletricidade. Pense também em todo o investimento feito e nas áreas destinadas ao plantio de cana de açúcar para produção de álcool, na Petrobrás e seu pré-sal, no iminente IPO da BR Distribuidora e em toda a cadeia de fornecedores da atual indústria automotiva. Será que dá tempo? Será que somos capazes? Será que interessa? Longa discussão que você pode participar aqui.

Mas como você já leu na PanoraMix#25, as petroleiras já estão se movimentando para sobreviver num mundo onde o petróleo não seja tão fundamental. E esse movimento já chegou até aqui com a Shell, que recentemente obteve autorização da ANEEL para iniciar as operações de uma comercializadora de energia elétrica. Será esse o primeiro passo para a criação de uma rede de postos de recarga para veículos elétricos? Em pouco tempo saberemos a resposta.

Nordeste solar

tecnologia | energia

Um exemplo claro de que uma enorme transformação de padrões estabelecidos é possível, vem do nordeste brasileiro onde em pouco mais de dez anos a energia eólica se tornou responsável por mais de 50% do abastecimento de luz na região que historicamente sempre dependeu exclusivamente de fontes hidroelétricas construídas ao longo do Rio São Francisco.

Essa mudança veio junto com uma forte estiagem que reduziu a capacidade das hidroelétricas na região. A Época Negócios tem matéria sobre o assunto e mostra que em julho último a energia eólica foi responsável por 12% de toda a energia consumida no Brasil.

Taxi elétrico, autônomo e voador

negócios | transportes

Enquanto taxistas lutam contra serviços como Uber e Cabify, na Alemanha a Lilium captou US$ 90 milhões de gente como Niklas Zennström, fundador do Skype, Ev Williams, CEO do Twitter e do fundo da chinesa Tencent, para desenvolver um taxi-voador-elétrico-autônomo-on demand com cinco lugares. Quase um tudo em um de todos os conceitos técnicos e de negócios que temos abordado por aqui. Se depender da Lilium, Uber já é passado.

A ideia é ter o serviço em operação em 2025, mas já existe um protótipo funcionando, veja o vídeo abaixo.

Só faltam passageiros com coragem para entrar num avião elétrico sem piloto pousado na cobertura do seu edifício. Segundo o banco suíço UBS, que fez uma pesquisa com 8.000 pessoas nos EUA, Europa e Austrália, apenas 17% do público não teria problemas em voar sem piloto. Por outro lado, a economia dos voos autônomos, elétricos ou não, seria enorme, cerca de US$35 bilhões por ano com seguros, salários e combustível, o que plenamente justifica os enormes investimentos nessa área. O UOL tem ótima matéria sobre o assunto.

Enquanto táxi não voa…

transportes | cidades

Três universidades americanas divulgaram um estudo mostrando que muita gente já percebeu que ter um carro faz pouco sentido em tempos de aplicativos de compartilhamento de veículos.

Realizado em Austin, Texas, cidade que proibiu por um ano e depois liberou o funcionamento de serviços como Uber e Lyft, o estudo descobriu que 50% dos entrevistados tinham parado de usar seus carros, 9% até venderam os que possuíam, para usar apps de compartilhamento e transporte público, confirmando uma tendência que os leitores do Panora já sabiam, ter carro vai ser um hobby.


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Trabalho, negócio, marca e stock option na nova economia

negócios | trabalho | sociedade

Falamos muito aqui de como a nova economia, mais do que empregos, está criando novas oportunidades de renda. Um trabalhador da economia on-demand ganha em média US$34 por hora, US$8 a mais do que um empregado formal, mas sem a estabilidade e segurança que o emprego proporciona. É uma troca que pode atender muito bem determinados segmentos de trabalhadores que buscam mais renda com flexibilidade de horários e tarefas e de negócios que de outra forma não seriam viáveis.

Com a evolução dessa nova economia, evoluem também as discussões sobre como proporcionar mais segurança ao trabalhador autônomo sem dissolver os benefícios que essa autonomia traz para empresas e seus parceiros. O objetivo é evoluir para um modelo que proponha o melhor dos dois mundos também para o consumidor final.

Essa é a discussão proposta em matéria da revista Inc. que apresenta um futuro no qual os que hoje são os indivíduos autônomos se transformem em microempresas capazes de criar marcas e negócios através da reputação construída em plataformas online. Também há propostas de oferecer aos trabalhadores autônomos opções de compra de ações das plataformas que eles utilizam para gerar negócios, diminuindo assim a distância entre as duas partes.

Claro que, ao contrário de antes, hoje os modelos de negócio evoluem tão rápido que essa discussão passará a ser permanente, criando condições para que a economia e o trabalhos não sejam inimigos e que juntos criem um ambiente onde empresas, empregados, parceiros e consumidores encontrem a qualidade, rentabilidade e estabilidade desejados. É um processo que não terá mais fim.

Enfermeiros e professores sobrevivem

educação | tecnologia | trabalho

Não sei dizer se antes ou depois da economia on-demand dominar o mercado, os robôs irão assumir várias atividades e postos de trabalho que hoje são ocupados por seres humanos, autônomos ou não. Há diversos estudos e pesquisas sobre a velocidade e a abrangência dessa dominação, mas o gráfico abaixo da Visual Capitalist foi o que encontrei de mais claro sobre essa tendência imparável.

Clique par ampliar

A barra preta mostra a quantidade de pessoas atualmente empregada em cada atividade e a branca a quantidade que irá restar depois da automação. A estimativa é que metade das pessoas seja substituída por robôs ou sistemas automatizados num período de 10 a 20 anos. Há boas notícias para enfermeiros, professores, terapeutas e policiais, mas péssimas para caixas e motoristas. Pilotos de avião ainda não aparecem na lista.

Relógio com GPS dos outros

kickstarter

Não foi pensando na facilidade com que podemos nos deslocar nesses tempos de aplicativos de transporte, compartilhamento de veículos e GPS que o ETA Clock foi criado. Ao invés de mostrar as horas, o dispositivo mostra a localização de nossos entes queridos, com a autorização deles, claro.

Agora acabou aquele negócio de dizer que está chegando quando ainda nem saiu de casa. Conectado num aplicativo de celular e usando as coordenadas GPS, o “relógio” tem um ponteiro para cada pessoa e atualiza a posição delas de acordo com locais pré definidos. Super legal a interface totalmente analógica para um produto digital que lembra o calendário japonês que mostrei na Panoramix#06.

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