PanoraMix#28 | Quantidade e qualidade na informação e no trabalho

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Conteúdo real produzido por personagens virtuais

mídia | sociedade

Um dos motivos da PanoraMix existir é o enorme aumento na quantidade de informação que chega até nós. Alguém, ou algum algoritmo, tem que filtrar o que vale a pena e é confiável do fake, do hoax, do boato, da mentira. Acontece que ao mesmo tempo que a quantidade de informação cresce, crescem também a facilidade de acesso e, claro, a quantidade de informações falsas. Faz sentido, mas torna cada vez mais difícil diferenciar a verdade da meia verdade, da falsidade.

Outro fenômeno concomitante é a necessidade de diferenciação, de destaque, de valor nesse mar de conteúdo quase comoditizado que cerca os consumidores onde quer que estejam. Todos os veículos, portais e blogs genéricos publicam as mesmas notícias e buscam diferenciação, e justificativa para cobrar por informação idêntica disponível de graça, nas análises e nas imagens dos fatos.

É esse cenário que faz surgir casos como o do “fotógrafo Eduardo Martins”. Utilizando imagens de terceiros com pequenos retoques, o brasileiro criou uma personagem nas redes sociais e passou a fornecer fotografias de guerras para os principais veículos de comunicação do mundo. Sem nunca poder ser contatado por telefone, sempre por mensagens, ele se apresentava como fotógrafo da ONU e tinha 127.000 seguidores no Instagram. Durante anos foi tratado como profissional elogiado e respeitado, mesmo sem ninguém o conhecer pessoalmente, até ter sua fantasia descoberta pela BBC, que havia publicado diversas fotos suas.

Personagens como essas devem existir aos montes nas redes e mesmo aquelas com uma vida razoavelmente efêmera, podem causar muitos estragos na qualidade e confiabilidade da informação que consumimos.

Leia na BBC Brasil a história desse Eduardo Martins para saber como a farsa foi descoberta. Outras iguais virão.

O futuro dos empregos quando os robôs assumirem tudo

tecnologia | trabalho

Continuando o assunto da PanoraMix Especial sobre o Trabalho, publicada na última quinta-feira, esse vídeo da The Economist tenta responder à pergunta que alguns amigos têm me feito: o que acontecerá com os empregos quando tudo for automatizado?

Não há uma resposta fácil, mas a história mostra que essa pergunta já foi feita em diversos outros momentos e isso ajuda a entender que não dá para analisarmos o futuro sob a ótica do presente. Tudo vai mudar e nossas referências sobre emprego, trabalho e renda vão ter que estar adiante da mudança para podermos nos preparar para esse futuro.

Assista o video abaixo e reflita. Em inglês com legendas em inglês.


Quer levar esse conteúdo para ser discutido na sua empresa, escola ou grupo: panoramix@panora.com.br


Conveniência máxima

negócios

Um dos exemplos de como evolui essa novíssima economia do compartilhamento, onde não há empregos, mas oportunidades de renda, é a GarGo. A startup americana cria pequenas lojas de conveniência dentro dos carros da Uber e Lyft e paga uma comissão ao motorista a cada venda.

Segundo a empresa, os motoristas parceiros ganham em média USD 100 extras por mês. Oferecendo desde barras de cereais até carregadores de celular, o passageiro pode comprar pelo celular e pegar o produto no próprio carro enquanto se desloca entre dois pontos. Leia mais aqui.

A economia do compartilhamento também é conhecida como economia do biscate, do bico (gig economy), mas exemplos como esse mostram que o tom pejorativo do termo esconde a quantidade enorme de oportunidades impensáveis até pouco tempo atrás que ela abre. Oportunidades de emprego do lado das empresas inovadoras e de renda do lado dos parceiros. Isso confirma o que dizem os especialistas da The Economist no vídeo que você assistiu acima. Não assistiu? Pffff, clica lá ☝

Uber ajudando quem não gosta dele

negócios | cidades

Você leu na PanoraMix#13 que carros e cidades vão deixar de ser inimigos e sobre o piloto do Uber Movement, serviço que disponibiliza dados anônimos das corridas feitas pelo app para que planejadores urbanos entendam melhor como os cidadãos circulam pela cidade.

O serviço agora está aberto ao público em geral com dados de cinco cidades: Bogotá, Manila, Boston, Washington D.C. e Sydney e mostra outra vez como a economia do compartilhamento cria oportunidades não só para quem participa diretamente dela, mas até para os legisladores que em geral são tão refratários às iniciativas que lhes tiram poder.


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É o varejo, baby!

tecnologia | consumo | sociedade

A transformação que uma única empresa pode fazer no mercado tem seu melhor exemplo na talvez mais concorrida área física do mundo: a tela dos nossos smartphones.

Pesquisa recente da Commscore mostra que o app indispensável dos millenials, aqueles que têm entre 18 e 34 anos, não é de mensagens, TV, ou rede social, é o da Amazon.
Ele fica com 35% da preferência desse grupo batendo aplicativos como Facebook, Gmail, Whatsapp e Google Maps. Dos dez mais indispensáveis, apenas dois, Amazon e Apple Store, não pertencem à dupla Google e Facebook, o que reforça ainda mais a importância do feito da empresa de Jeff Bezos.

Se você tinha alguma dúvida de que o varejo é cada vez mais mobile, que o consumidor compra a qualquer hora, em qualquer lugar, não tem mais.

Facebook tapando o buraco da educação

educação | tecnologia | negócios

O desespero das grandes empresas de tecnologia com a falta de mão de obra qualificada que as permitam continuar crescendo, é outra área onde muitas oportunidades estão surgindo.

Cansadas de esperar reformas que atualizem o currículo escolar, empresas estão criando suas próprias escolas para capacitar mão de obra para um futuro que já está aqui, e a última inciativa nesse sentido acontece em São Paulo; onde o Facebook abriu a Estação Hack.

Além de oferecer anualmente mais de 7 mil bolsas de estudos nas áreas de programação, marketing digital e gestão de empresas, o espaço vai abrigar dez startups em estágio inicial e preparar jovens de baixa renda para as profissões do futuro. Leia mais no Estadão.

Exatamente como o emprego, a educação, principalmente a pública, está com um prazo de validade cada vez mais curto e definitivamente não podemos contar com o Estado para retardar esse processo de envelhecimento. São os empresários que irão fazer isso.

Mafalda e o futuro

quadrinhos

Pensar o futuro com a cabeça do futuro não é fácil. Menos para a Mafalda, a mais sonhadora personagem de quadrinhos que conheço.

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