PanoraMix Especial Tecnologia | IoT | Big Data

Tecnologia está em toda parte, cada vez mais acessível e invisível, simplificando e melhorando nosso dia a dia. A PanoraMix Especial Tecnologia, iot e big data, agora com o resumo correto, traz de volta alguns artigos que publiquei recentemente sobre esses assuntos:

  • 10 anos do iPhone
  • Máquinas inteligentes
  • Voz como interface
  • Smart tudo
  • Máquinas na constituição
  • Mouse auto carregável
  • Einstein no bot
  • Custo da infra

Máquinas naturalmente inteligentes

A quantidade de dados coletados por empresas como as mencionadas acima é tão gigantesca que fica impossível transformá-los e em algo que acrescente valor sem a ajuda de sistemas inteligentes. Tão inteligentes que estão se sobrepondo aos seus criadores em áreas tão distintas quanto poker e diagnósticos médicos.

Na saúde, duas iniciativas com públicos, meios e profundidades diferentes mostram que as possibilidades quando big data e inteligência artificial se unem. O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido está testando um bot via chat como alternativa de atendimento. O sistema faz perguntas sobre os sintomas que o cidadão está sentindo e de acordo com as respostas o aconselha ou não a procurar o serviço médico. Durante a “consulta” o bota cruza as informações de um enorme banco de dados e depois de até doze interações toma a decisão sobre o que dizer ao paciente.

Também no Reino Unido, o Imperial College de Londres criou um sistema de inteligência artificial que diagnostica hipertensão pulmonar com 80% de acerto enquanto cardiologista com coração pulsante acertam 60% delas.

Mas talvez o exemplo mais impressionante não salva vidas. É o Libratus, jogador artificial de poker criado pela Universidade Carnegie Mellon, que derrotou os melhores profissionais do jogo e tirou US$ 1.7 milhão deles. Essa vitória está sendo considerada mais importante do que o Big Deep Blue da IBM que derrotou Garry Kasparov no xadrez em 1997 pois no poker o Libratus teve que lidar com informações ocultas, blefes e desinformação praticadas pelos oponentes.
O Wall Street Journal conta essas histórias e como a Inteligência Artificial vai mudar tudo.

The voice, kids

Talvez você não tenha reparado pois ainda não chegou com força por aqui, mas existe uma guerra acontecendo pela sua voz. Briga de cachorro grande para ver quem vai entender e processar as conversas que teremos com nossas máquinas dentro de casa. Esqueça telas sensíveis ao toque como as dos tablets e smartphones, a voz poderá se tornar a principal interface de interação entre homens e máquinas.

Apple, Amazon e Google com a Siri, a Alexa e o Google Assistant são as três principais plataformas tentando te entender. Várias outras empresas como Microsof, Facebook e Samsung estão correndo atrás. Dá para ver que não é coisa para startups de garagem.

Algumas dessas plataformas já podem ser conectadas com outros dispositivos caseiros como TVs, aspiradores e máquinas de lavar que passam a atender a um comando de voz. Claro que estão também conectadas com lojas e serviços externos que permitem pedir uma pizza apenas dizendo:

– Alexa, peça uma pizza de calabresa grande e uma coca no Pizza Hut.

Pedir um Uber e fazer uma consulta médica no Google também são possíveis.
Colocar dentro da sua casa um dispositivo com uma interface tão simples é uma oportunidade muito grande que não pode deixar de ser explorada pelas grandes empresas de tecnologia. Poder fazer uma compra de supermercado sentado no sofá apenas falando a lista de produtos parece ser apenas uma questão de tempo desde que a máquina entenda o seu sotaque, esse será o desafio.

Very smart phones

Ninguém discute que os smartphones mudaram a comunicação, viabilizaram novos negócios e até nos transformaram em brilhantes fotógrafos, ou quase isso. Ter um pequeno computador na mão nos permite realizar uma série de coisas que até então só eram possíveis nos computadores de mesa. Mas isso começou a mudar semana passada, com o lançamento do Samsung Galaxy S8.

DeX Dock
Um dos acessórios oferecidos com o aparelho permite conectá-lo a um monitor e teclado transformando-o num computador como sempre conhecemos. O DeX Dock foi desenvolvido em parceria com a Microsoft e permite assim o uso de aplicações como como o Word, Excel e Powerpoint rodando Android numa tela grande. Veja aqui o vídeodemonstrativo.

Olo 3D
Outro uso para o poder de processamento dos aparelhos que todos hoje temos no bolso foi desenvolvido no sentido de ajudar a viabilizar uma profecia que dizia que um dia todos teríamos uma impressora 3D em casa.
A Olo é uma pequena, barata – custa US$99 – e burra impressora 3D que precisa do seu smartphone como cérebro controlador e como iluminação para poder imprimir pequenos objetos. Veja aqui como a Olo funciona.

Se você ainda não está convencido das possibilidades da impressão 3D, conheça aqui o jovem boliviano que imprimiu em casa a prótese para sua mão esquerda e assim ganhou uma qualidade de vida impensável poucos anos atrás.

Os exemplos acima têm ainda inúmeras limitações, mas mostram todo o potencial disponível em um pequeno aparelho que todos nós já sabemos usar e que não vai parar de evoluir. Acredito que veremos muitas outras iniciativas parecidas que irão valorizar, e tornar ainda mais viciantes, os smartphones.

Uma constituição para humanos e máquinas

Falando em poder e tecnologia, um dos grandes desafios que nossos empresários terão para modernizar o país será fazer os legisladores entenderem como encontrar o equilíbrio entre regulação e evolução tecnológica.

Desde o Uber, que vem sofrendo restrições e banimentos em diversos países, até novas formas de produzir alimentos em laboratórios, novos entendimentos sobre leis trabalhistas, concessões estatais e direitos civis vêm se tornando fundamentais para não desestimular avanços, não só tecnológicos, mas sociais, ambientais e econômicos.

A última questão nesse sentido foi levantada pela Amazon e se refere aos arquivos de áudio gravados por um dos seus assistentes pessoais por voz, Alexa. A questão é: o que uma máquina “fala” ou “escuta” pode/deve ser protegido pelas mesmas leis e confidencialidade de um ser humano?

Tudo começou com um pedido da justiça americana para que a Amazon liberasse os áudios gravados por um dispositivo Echo de um cliente envolvido, o usuário e o aparelho, num caso de assassinato em 2015. Parece que o Echo escutou o que não deveria.

No caso, argumentaram os advogados da Amazon, as decisões da plataforma sobre quais informações fornecer nos resultados de busca solicitados pelo usuário são “opinião constitucionalmente protegida” e, portanto, têm direito a “plena proteção constitucional”, exatamente como os humanos. Alguns advogados concordam nisso.

A justiça terá um longo caminho no sentido de esclarecer de forma justa esses tipos de questões que se tornarão cada vez mais comuns, pertinentes e relevantes para pessoas, máquinas e empresas.

Uma barreira a menos

Sou daqueles que acredita que muito em breve não será mais por não entender outros idiomas que iremos brigar. Diversas iniciativas em softwares e hardwares que viabilizam traduções instantâneas em voz, texto ou imagens mostram que saber um segundo idioma é importante, mas vai deixar de ser imprescindível.

ili é um pequeno dispositivo que traduz em até 0.2 segundos frases entre japonês, chinês e inglês, sendo ideal para viajantes. Veja o ili em ação aqui.

Tão útil quanto para viajantes, gratuito e já disponível em qualquer smartphone há algum tempo, o Google Translate, além de traduzir voz, é capaz de traduzir textos presentes em imagens. Basta apontar a câmera do celular para uma placa na rua para ver o que ela diz em um dos 27 idiomas disponíveis. Assista aqui um vídeo da ferramenta traduzindo a letra de uma música que todos conhecemos e aqui outro, explicando como o Translate funciona.

A última adição nessa área vem de uma das mais antigas ferramentas de comunicação on-line. O Skype agora pode traduzir conversas de voz entre dez idiomas em tempo real. Veja aqui um vídeo com estudantes conversando em dois idiomas diferentes.

Outra iniciativa, que além de traduzir muda a vida das pessoas, é o Hand Talk. Aplicativo desenvolvido em Alagoas que traduz textos, sons e imagens para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), permitindo a comunicação com deficientes auditivos.  “Através de uma biblioteca de animação, programada por um conjunto de mais de 300 palavras, o Hand Talk converte dados de texto, som e imagem que são mostrados pelo Hugo em Libras”. Hugo é o boneco que se faz de interlocutor entre o Hand Talk e os deficientes auditivos usuários da tecnologia.

Ainda falta muito para que traduções instantâneas feitas por máquinas sejam aceitas em transações legais e negociações empresariais ou diplomáticas, mas iniciativas como essas acima têm um enorme potencial de viabilizar e agilizar atividades colaborativas e educacionais. E de evitar alguns conflitos.


Quer levar a discussão sobre como a tecnologia nos cerca sem percebermos para ser discutido na sua escola, empresa ou grupo?

Fale comigo que montamos uma conversa dirigida sobre tudo o que vem mudando nessa área.
panoramix@panora.com.br


Bot do Einstein

Vocês vão reparar que alguns assuntos irão aparecer com mais frequência por aqui porque são aqueles que estão em ebulição, com muitos investimentos e, como você já sabe, com impactos cada vez mais práticos e rápidos.

Um desses assuntos são os chat bots, que já tratamos aqui e aqui, e que se tornaram ferramenta multiuso para marketing, distribuição de conteúdo, atendimento, fidelização,vendas…Tão versátil que até Einstein pode teclar conosco.

Para promover sua nova série Genius, sobre a vida de Einstein, o canal NatGeo criou um bot com inteligência artificial que conversa conosco como se o próprio físico alemão fosse. A ferramenta oferece informações básicas sobre a vida e as conquistas dele com fotos e gifs para ilustrar.
Não espere muito, mas você pode conversar com o Einstein em inglês aqui.

Para mim esse não é só mais um exemplo de uso dos bots. Mesmo sendo uma ação de marketing é um exemplo de como eles podem ajudar na educação e disseminação de conhecimento. Imagina se cada ganhador do prêmio Nobel tivesse um bot seu, sendo constantemente atualizado e que qualquer estudante pudesse conversar e tirar dúvidas com aquele cara que vai cair na prova? Não seria fantástico? Fica a dica para empreendedores em edutech.

The voice, de novo

Na penúltima edição da PanoraMix falei sobre como a voz está se tornando uma interface importante entre seres humanos e máquinas, que ao contrário das conversas entre dois humanos, ela por enquanto está numa fase afetiva e amistosa.

Como em qualquer idioma, nessa conversa também há códigos que permitem um entendimento mais fluido. A Olhar Digital compilou alguns desses códigos numa lista que simplifica o diálogo e as ações desse relacionamento, pelo menos entre nós e o Google Now.

O Google Now é uma dessas interfaces – Siri da Apple, Alexa da Amazon e Bixby da Samsung  são outras – que tentam ganhar nossa amizade e ouvir o que temos a dizer. O Olhar Digital fez uma compilação de expressões básicas para que quer começar um conversa ou precisa de uma ajuda inicial nesse novo idioma que cedo ou tarde todos vamos utilizar. Cada um na sua língua.

Alguns exemplos:

“envie uma mensagem para [contato]” (você também pode falar: “Envie uma mensagem pelo [aplicativo] para [contato]”. Por exemplo: “Envie uma mensagem pelo WhatsApp para o Marcelo”)

“O que significa [palavra]?” (o Google lerá para você a definição daquela palavra)

“[cálculos matemáticos]?” (por exemplo: “Quanto é 15 vezes 3?”, “quanto é 762.634 dividido por 734?”, “quanto é 666 elevado ao cubo?”, “qual é a raiz quadrada de 7?”, “quanto é 11% de 11?”)

“Onde fica o [lugar específico]?” (por exemplo: “Onde fica o estádio do Pacaembu?” ou: “Onde fica o mercado da Lapa?”)

“Como se diz [frase] em [língua]?” (por exemplo: “Como se diz ‘eu quero ir para casa’ em inglês?” ou:
“Como se diz ‘onde fica o banheiro?’ em japonês?”)

Veja diversos outros comandos aqui.

IoT, como a Internet das Coisas vai mudar sua vida

Uma das características mais recorrentes da nova economia é se apropriar de um processo, uma atividade e melhorá-los com o uso da tecnologia. Mais do que melhorar, na verdade o que a gente tem visto é que esses processos são tão profundamente modificados que a gente mal reconhece suas origens, nem lembra mais como eram antes e, quando lembra, fica imaginando como era possível que aquilo funcionasse daquela maneira.

Mas há uma nova área na qual isso vai além, transcende processos e atividades conhecidas, ignora limites físicos ou técnicos, causa disruptura onde nem havia nada para romper e é praticamente invisível. É a Internet das Coisas, ou IoT no seu acrônimo do inglês de Internet of Things que vamos usar ao longo desse artigo.

A rede das redes

Resumindo muito, IoT é a conectividade ativa entre sistemas e dispositivos, em geral pequenos e móveis, que até então não eram conectados a nada além de tomadas ou baterias e que hoje trocam informações e tomam decisões com pouca ou nenhuma interferência humana. TVs, geladeiras, termostatos, relógios são os mais óbvios, até roupas, carros, biochips e aparelhos inéditos transmitindo, analisando e distribuindo informações entre si.

Mas quem já trabalhou em logística ou no grande varejo sabe que conectar sistemas que juntos tomam decisões independentes não é nada novo. Automatização de processos, principalmente de estoques, vendas e pedidos acontece há décadas. Uma caixa registradora que na hora da venda dá baixa no estoque que faz o pedido ao fornecedor que entrega na data e é recebido outra vez pelo estoque sem ninguém botar a mão não é novidade. O que é novidade é que esse tipo de processo inteligente veio para dentro das nossas casas, carros, empresas e cidades e está acontecendo em um nível muito além do imaginado poucos anos atrás. O movimento é tão grande que se estima que 50 bilhões de dispositivos farão parte da Internet das Coisas em 2020. Muito, mas muito mais do que gente.

Agora você imagina que esses bilhões de objetos trocando e armazenando dados o tempo todo geram uma quantidade enorme de informações e como na nova economia informação mais do que nunca é dinheiro, surgem também enormes oportunidades.

Como a IoT pretende conectar tudo e todos o tempo todo de forma ativa e inteligente, um mínimo de categorização é necessária até que a gente não perceba mais que estamos conectados a tudo e a todos o tempo todo. Num segundo momento, todas essas categorias irão se fundir numa coisa só, a rede das redes.

iot

Os cinco Ss da Internet das Coisas

Como a IoT pretende conectar tudo e todos o tempo todo de forma ativa e inteligente, um mínimo de categorização é necessária até que a gente não perceba mais que estamos conectados a tudo e a todos o tempo todo. Num segundo momento, todas essas categorias irão se fundir numa coisa só, a rede das redes.

smart wearables – são as roupas e acessórios inteligentes.
smart home – é a já tradicional automação residencial só que anabolizada.
smart city – cidades inteligentes são aquelas onde a infraestrutura de serviços públicos é constantemente monitorada em tempo real permitindo que ações sejam tomadas a partir da análise de dados que fluem de diversas origens.
smart environment – Agritech, a tecnologia aplicada ao desenvolvimento agrícola, é uma das áreas mais promissoras do mercado graças aos avanços da IoT.
smart people – pessoas conectadas independentemente de smartphone ou do computador é o suprassumo da IoT.

Ao contrário do que tenho repetido aqui, na Internet das Coisas não é exatamente o homem que está no centro embora tudo que acontece nela sem seu conhecimento ou interferência ativa e consciente acontece para fazer sua vida melhor e mais simples. É toda uma nova forma de encarar a tecnologia como uma aliada invisível que age apenas quando necessário.

E, como quase tudo de novo que a nova economia traz, vem acompanhado de uma série de questionamentos que nunca existiram simplesmente porque a IoT tampouco existia com a complexidade, abrangência e alcance que tem hoje. Se a IoT será mesmo uma rede das redes, onipresente, transparente e ao mesmo tempo discreta quanto a informações pessoais ainda é uma coisa a ser entendida, mas que seus impactos serão enormes por mais invisíveis que sejam, disso não há dúvida.

Leia o artigo completo no Panora >>>

App lê objetos para cegos

Já imaginou um cego poder escutar o nome das coisas para as quais ele apontar seu smartphone? Não precisa mais imaginar, existe um app que faz isso.

Usando a câmera do celular e muita inteligência artificial o AiPoly é capaz de reconhecer e falar em tempo real o nome de coisas, cores, marcas, moedas, animais, plantas, etc. em até sete idiomas diferentes. Veja aqui o aplicativo em funcionamento.

Oferecido no modelo freemium onde a identificação de 1.000 itens básicos é gratuita e uma assinatura mensal de US$ 4.99 garante não só a identificação de outros itens, mas também o contínuo desenvolvimento do app.
Vocês podem ver abaixo que eu mesmo testei e, exceto por não identificar a raça da minha gata, funcionou muito bem.


O poder dos smartphones aliado à capacidade de empreendedores criativos que já parece incrível, está apenas na sua infância. Tenho certeza que veremos constantemente iniciativas tão ou mais bacanas quanto essa.

Faça o download do AiPoly para iOS Android.

Máquinas nos entendem melhor do que nós mesmos

Com o lançamento recente do seu HomePod a Apple entra definitivamente na corrida pela nossa voz. Corrida de puros-sangues com enormes investimentos principalmente para que as máquinas entendam não só idiomas, mas expressões e sotaques, transformando o que seriam comandos para realização de tarefas em uma conversa coloquial.

O Google parece estar na frente, pois declarou ser capaz de entender a linguagem humana com 95% de precisão. Levando-se em conta que muitas vezes humanos falando a mesma língua não conseguem se entender, a realização do Google é fantástica.

Mas pela tendência mostrada no gráfico abaixo, suspeito que os 5% restantes serão tão trabalhosos quanto esses primeiros 95%.

Mouse carrega bateria durante o uso

Eu sempre digo que mouse sem fio é como motor de popa em um barco: Quem tem dois, tem um e quem tem um, não tem nenhum. Ao mesmo tempo me perguntava como ainda não tinham inventado uma forma de carregar a bateria do mouse enquanto ele estivesse sobre o mousepad. Para quem já leu sobre estradas que carregam a bateria dos carros elétricos em movimento, isso me parecia extremamente simples, não é?

A Logitech estava me ouvindo e lançou recentemente um mousepad energizado que carrega o mouse sem fios, enquanto ele está sendo usado. Gênio.

iPhone, 10 anos

Lembro perfeitamente a primeira vez que botei a mão num iPhone. Tomava um café lendo e-mails no meu Blackberry quando do lado sentou um cara com seu iPhone estalando de novo. Peguei, olhei, curti, o Steve Jobs era bom vendedor, mas o teclado e o trackpad com clique do meu BB ainda me pareciam imbatíveis.


Corta para 2010. Trocando de operadora ganhei um belo desconto num iPhone 4 e com dor no coração aposentei o Blackberry. A dor durou cinco minutos, em seis eu já tinha certeza que até então, nos últimos três anos, eu vivia na idade da pedra.

O que me conforta é que não fui o único que inicialmente desdenhou do aparelho da Apple. Gente com muito mais gabarito e conhecimento do mercado do que eu, como o presidente da Microsoft na época, pensou igual. A diferença é que eles tinham seus interesses e hoje vemos que suas opiniões foram muito mais um wishful thinking do que uma análise séria do novo concorrente.

Hoje, muito mais do que um aparelho, o iPhone é uma plataforma de negócios responsável por 63% da receita da maior empresa do mundo. Não é um exagero dizer que o iPhone mudou o mundo como a imprensa e a luz elétrica.

A revolução dos smartphones iniciada pela criação da Apple causou profundos impactos na fotografia, trabalho, desenvolvimento de software, consumo de mídia e de chicletes. A Recode mostra tudo isso em uma ótima e matéria.


Mesmo tendo vendido mais de 1 bilhão de iPhones, e talvez por isso mesmo, a Apple entende que o futuro pode não ser assim tão brilhante como foi o passado para se aparelho. Pensando que é melhor que ela mesma canibalize seus produtos antes que outras tomem seu lugar, a empresa da maçã já planeja para 2020 o lançamento de outro dispositivo que irá substituir o iPhone. O novo iPhone não ficará na sua mão, mas no seu rosto. Serão óculos de realidade aumentada. A Business Insider baseia esse caminho em função das aquisições de empresas feitas recentemente pela Apple.

Uso aumenta, custo cai

Lembro muito bem nos meus primeiros anos participando da economia digital de ter que estimar com alguma precisão o custo de processamento, trafego e armazenamento de dados na precificação dos serviços que eu vendia. Era caro.
Os smartphones nas mãos de 2.3 bilhões de pessoas foram responsáveis pela disseminação da necessidade desse tipo de infraestrutura de dados que gerou um aumento na oferta de serviços e consequentemente a queda no preço deles.

Hoje, com exceções muito específicas, pequenas e médias empresas colocam esse custo dentro de outros com maior peso.

O gráfico da PwC abaixo mostra que esses custos têm uma forte tendência a zerarem. Prova disso são ofertas tipo freemium como Dropbox e Google Drive que só cobram por armazenamento depois que o cliente ultrapassa um limite de uso. Com software também acontece o mesmo, o MS Office, que era caríssimo para o usuário comum, hoje é oferecido gratuitamente numa versão básica. Isso só é possível por que os custos de processamento, trafego e armazenamento de dados não valem praticamente mais nada. Empresas que prestam esses serviços ganham pouco de muitos usuários, o contrário do passado recente.

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