PanoraMix#25


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Jekyll & Hyde

marketing | sociedade

Quem trabalha com marketing online sabe que um dos grandes dogmas da atividade é que quanto mais profundamente conhecer o cliente e assim melhor atende-lo, melhores serão os resultados de suas ações de marketing.

Inúmeras ferramentas, técnicas, conceitos e regras foram criadas para alcançar esse objetivo. Desde a mensuração de cliques em banners até os mais modernos, e intrusivos, métodos de tracking de navegação, vale tudo para obter informações comportamentais individualizadas que hoje são consideradas o novo petróleo.

Mas será que esse indivíduo único e previsível existe mesmo? Será que na frente de uma tela somos sempre os mesmos ou será que dependendo do momento, de onde estamos navegando, de onde estamos logados, nosso comportamento, nossas necessidades e nossos perfis mudam completamente?

O cientista de dados Seth Stephens-Davidowitz pensa que somos verdadeiros Jekyll & Hyde. Ele etende que em redes sociais como Facebook, nos mostramos como gostaríamos de ser enquanto diante da tela branca da caixa de pesquisas do Google, mostramos um outro lado, sem dúvida mais verdadeiro, mas ainda incompleto.

Assista o vídeo abaixo e entenda porque esse petróleo que são os dados individuais pode não ser essa coca-cola toda. É das melhores coisas que já vi para ajudar a entender nosso comportamento online.

Privacidade em tempos revoltos

sociedade | tecnologia

O negócio das informações pessoais não se restringe apenas ao mundo online e começa a tomar uma abrangência inesperada e difícil de controlar.

Não se fazem mais eletrodomésticos como antigamente
Roombas são aspiradores de pó autônomos sucesso de vendas nos EUA. Eles percorrem o chão de nossas casas de forma programada e completamente independente. Aprendem a localização de móveis, paredes, portas e degraus e facilitam bastante o trabalho de limpeza doméstica. Esse aprendizado do espaço físico cria uma planta baixa das nossas casas que o fabricante do aspirador quer agora compartilhar com varejistas como Amazon e empresas de dados como o Google. As informações dos caminhos e obstáculos encontrados pelo eletrodoméstico podem ser tão detalhadas ao ponto de identificar que numa casa não há mesa de jantar ou que há uma criança e a partir daí varejistas podem oferecer mesas e brinquedos ao cliente do aspirador.

Um aspirador capturando e compartilhando informações sobre nossas casas….Leia o artigo no NYT, em inglês, aqui.

Até tu, Disney?
Outra empresa que causou discussão sobre captura de dados foi a Disney, acusada de usar seus aplicativos infantis, alguns com mais de 500 milhões de downloads, para colher informações comportamentais de crianças e compartilhá-las com terceiros sem nenhum tipo de consentimento de pais ou responsáveis. Diferentemente da Roomba que não faz sentido se a informação não for ligada a um endereço, a Disney, espero, pode estar usando os dados anonimamente para criar e melhorar produtos e experiências e não para atingir comercialmente crianças com propaganda. O Washington Post tem a lista dos aplicativos questionados pela justiça americana e maiores detalhes sobre o assunto.

Alto nível
Num nível mais alto, sem trocadilho, mas tão invasivo quanto o aspirador, é a patente que a Amazon registrou que permitirá que seus drones de entregas façam do alto o mapeamento de casas para receberem futuras ofertas de produtos de acordo com o que as imagens capturadas registrarem. Se um drone passou em cima de uma casa com piscina e aquele endereço nunca comprou cloro, guarda-sol ou uma boia da Amazon, o morador vai receber um email com preços ou condições especiais para agora comprar. A Cnet tem uma matéria que explica essa história.

Pessoalmente não vejo problemas nisso desde que o morador tenha algum benefício e possa fazer o opt-out sem nenhuma barreira. Para o varejista, investir tanto apenas para guardar informações sobre alguém que não vai comprar nada, é inútil e caro.

Sem surpresas
Exceto pela falta de benefícios, nada disso é muito diferente do que algumas prefeituras fazem usando imagens do Google Earth para dar mais uma mordida no nosso bolso.

Quer levar esse conteúdo para ser discutido na sua empresa, escola ou grupo?

panoramix@panora.com.br

Economia Circular

economia | negócios | sustentabilidade

Economia Circular é o termo criado para processos que continuamente reutilizam produtos e materiais com o objetivo de consumir menos recursos e reduzir desperdício e lixo. Outros motivos são não ficar dependente da flutuação dos preços de insumos e produzir menos gases de efeito estufa.

A consultoria PwC por exemplo utiliza o óleo de fritura dos seus refeitórios para aquecer os escritórios, remanufatura e doa ou vende equipamentos eletrônicos e móveis. Quase nada vai pro lixo.
Além de economizar dinheiro e ganhar em reputação, a empresa agora ajuda seus clientes nessa mesma atividade circular e cobra por isso, claro.

MUD Jeans diz que 30% das nossas roupas passam um ano sem serem usadas e por isso não faz sentido tê-las. É um ponto. Seu negócio é alugar calças jeans de marca própria por 7.50 Euro/mês que podem ser trocadas periodicamente por novos modelos enquanto os antigos são reciclados em fábricas sustentáveis e novamente alugados.
Cidades inteiras já têm planos de adotarem essa política. Leia mais sobre isso aqui.

OPEP e os carros elétricos

energia | economia

edição especial da Panoramix sobre energia falou muito sobre carros elétricos e como eles vão mudar tudo no transporte, principalmente nas grandes cidades.

Um reforço nessa projeção vem da própria OPEP que, em matéria no O Globo, afirma que quintuplicou sua projeção de venda de veículos elétricos e reduziu a de demanda por petróleo em 8 milhões de barris diários até 2040, quando a venda de carros elétricos irá superar a de veículos à combustão.

Mas se baterias fazem parte do nosso cotidiano há tanto tempo, porque veículos elétricos demoraram tanto a entrar de verdade no mercado e ainda não se tornaram comuns?

A resposta é simples: porque mudar o padrão de indústrias gigantescas como a de automóveis e do petróleo, envolve a convergência de uma enormidade de fatores que só agora está começando a acontecer.

Esse fatores passam pela confiança do consumidor, eficiência das baterias ( 200km de autonomia é o mínimo aceitável), disponibilidade de estações de recarga (hoje nos EUA há 40.000 estações, mais do que o numero de lojas do McDonald’s) e a entrada dos grande fabricantes no mercado (e sua alto consumo de insumos que barateia o preço das baterias).

A TNW tem matéria completa e detalhada sobre esse momento dos carros elétricos que tardou, mas não falhou.

Facebook Watch

conteúdo | video | TV

Na luta pela atenção do espectador de TV seja na tela que for, o conteúdo continua a ser rei embora sua distribuição esteja cada fez mais fragmentada. Não apenas em iniciativas de curadoria, como o Panora, nem de informação como blogs e jornais online. A produção e distribuição de vídeos, popularizadas pelo Youtube, já tinha atraído a atenção de empresas de outras áreas como a Amazon e agora entrou seriamente na linha de negócios do Facebook.

Batizada de Watch e disponível apenas para alguns poucos usuários, a plataforma de vídeos da rede social é mais uma iniciativa para enganchar o usuário e evitar que ele deixe o Facebook atrás de vídeos.


Ao contrário do Youtube e na linha da Netflix, a Watch vai produzir seu próprio conteúdo, como filmes e séries além de transmitir eventos esportivos ao vivo como a Major League Beisebol com quem já tem contrato. O objetivo, claro, é morder a verba publicitária que hoje vai para a TV, última área onde Google e Facebook não reinam sozinhos. Leia mais no Digiday.

Realidade virtual

pegadinha

E já que o assunto é prender a atenção, responda as perguntas abaixo:
As linhas horizontais da figura abaixo são inclinadas ou horizontais?

Incline a tela na direção contrária aos seus olhos e confirme sua resposta ou clique aqui.

E aqui, você consegue ver os dezesseis círculos que existem na figura abaixo?
Clique para ver os círculos
Clique aqui para ver onde os círculos estão. Você nunca mais vai ver os retângulos 😀.

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