PanoraMix Especial | Energia

Nem só de economia compartilhada e tecnologia vive a Nova Economia. Novas fontes e novas formas de armazenamento de energia limpa têm sido motores da inovação. Juntos criam um ciclo virtuoso no qual a inovação alimenta o uso da energia, reduzindo o seu custo e viabilizando mais novos negócios e postos de trabalho. A PanoraMix Especial Energia mostra algumas dessas iniciativas, muitas ainda pouco acessíveis, mas que já causam impacto na economia.

  • Investimento de risco, mas nem sempre
  • O novo Wright
  • Produz petróleo, mas só vende elétrico
  • Autônomos, elétricos e inteligentes
  • Sol gera energia e trabalho
  • Pagando para consumir energia
  • Caminhões de lixo elétricos
  • Yes, nós temos Tesla

Depois me diga o que você achou da seleção.

Abs,
Paco Torras


Investimento de risco, mas nem sempre

Enquanto por aqui a gente faz licitação para construção de usinas termoelétricas, aquelas que queimam algum produto orgânico como gás, carvão, óleo e até lixo para gerar energia, na Austrália o mega-empresário Elon Musk propôs, como sempre como um desafio, terminar com os apagões na parte sul do país construindo uma fazenda de baterias para armazenar energia. Na sua proposta ele diz que, se não entregar a instalação de 100 MW pronta em 100 dias, não cobra os US$ 100 milhões que custa a obra.  Venture capital é isso.

Outra do Musk, dessa vez com a Tesla, sua fábrica de carros elétricos que não faz propaganda, foi aceitar a sugestão de uma adolescente e fazer um concurso que irá premiar os melhores vídeos produzidos e publicados por proprietários de Teslas elogiando o carro. Investir dinheiro em propaganda tendo os clientes mais felizes do mercado pra quê? Se você tem um Tesla e quer participar, clique aqui.

Não é a primeira sugestão de cliente que Musk implementa com rapidez.


O novo Wright

Você pode ainda não ter visto nenhum, muito menos ouvido, mas veículos elétricos já são uma realidade. É questão de pouco tempo, menos ainda se o governo der uma ajudinha. Todas as grandes montadoras estão investindo neles e até fundos soberanos de países árabes, vendo que a era do óleo está terminando, estão investindo em energia limpa para garantir o futuro independente do petróleo.

Como veículos já são uma realidade, é natural que se busque aplicar a tecnologia em outros meios de transporte como aviões elétricos. É o que a Wright Electric está propondo.

Sempre com apresentando a proteção ao meio ambiente como objetivo, a empresa americana está construindo um avião de 150 lugares para voos de até 480km totalmente movido a energia elétrica. Ela entende que nos próximos vintes anos todos os voos nessa distância poderão ser feitos em aviões com motores a bateria, desbancando a hegemonia do 737 num mercado de US$ 26 bilhões.

Empreendimento ousado, de longo prazo, que depende de uma drástica evolução das baterias, mas que já tem um plano B: aviões híbridos querosene+eletricidade cuja tecnologia já existe e que traria uma redução importante no consumo de combustíveis fósseis. Não sei se será essa empresa a viabilizar, mas parece inevitável de acontecer.


Produz petróleo, mas só vende elétricos

Enquanto você já sabe que a Finlândia é o modelo mundial em educação, outro país nórdico está se tornando o exemplo do que pode acontecer em matéria de transporte individual. De 1% da frota em 2012, a Noruega hoje tem 5% dos seus veículos movidos a eletricidade e as vendas de novos carros elétricos correspondem a 37% do total. Isso num país que é dos maiores produtores mundiais de petróleo.

Claro que esse movimento não acontece sem um forte incentivo do governo que oferece benefícios diretos como não pagar impostos, pedágios nem estacionamento aos carros elétricos. O objetivo é que em 2025 todos os carros rodando no país sejam elétricosO Nexo conta essa história e mostra como ainda temos aqui um caminho, não tão longo quanto o da educação, para chegar no nível da Noruega em matéria de carros elétricos.

Enquanto isso, onde elétricos já fazem parte da paisagem, discute-se outra coisa. Discute-se como regular carros autônomos que são dez vezes mais seguros do que os conduzidos por seres humanos , mesmo aqueles sem nenhum ponto na carteira.


Autônomos, elétricos e inteligentes

Tesla Model 3, elétrico que nos EUA vai custar módicos US$ 35.000, vem com um sistema de piloto automático que que graças ao aprendizado de sua inteligência artificial o fará 90% menos propenso a se envolver em um acidente fatal. Com oito câmeras, sensores de ultrassom, radar e um supercomputador, ele não só aprende com seu próprio uso, mas também com as experiências de todos os outros Teslas rodando nas ruas.

Não precisa ser gênio para ver o impacto disso não só nas indústrias do petróleo e automotiva, mas também na de seguros, embora alguns experts digam que carros totalmente autônomos estão ainda muito longe da realidade. Mas eu aprendi que a realidade é uma coisa que muda diariamente, e rápido.


Sol gera energia e trabalho

Um relatório do departamento de energia dos EUA aponta que ano passado a indústria da energia solar empregou mais gente do que as indústrias de óleo, carvão e gás somadas.

O enorme aumento no rendimento das placas solares e a diminuição dos seus custos tornaram a energia fotovoltaica a mais barata forma de geração de eletricidade disponível no mercado americano. Mais barata até do que vento.

Além de mais limpas e mais baratas, energias renováveis geram mais empregos do que as fósseis. Por essa o Trump não esperava.


Quer levar a discussão sobre a energia que move a nova economia para ser discutido na sua escola, empresa ou grupo?

Fale comigo que montamos uma conversa dirigida sobre tudo o que vem mudando nessa área.

panoramix@panora.com.br


Pagando para consumir energia

Huffpost mostra que para quem há apenas quinze anos não produzia energia solar praticamente nenhuma, a Califórnia até que deu um salto e tanto: no mês de março, durante o período entre 8hs e 14hs, os preços da energia foram negativos, havendo mais oferta do que demanda de energia.

Isso aconteceu devido ao crescimento de 50% nas instalações de painéis solares que estão gerando mais de 40% da energia oferecida no grid, e como o sol não se apaga durante o dia, a oferta tampouco se reduz, fica mais barato pagar para o grid aceitar essa energia excedente do que desligar geradoras tradicionais.

Claro que o consumidor final não recebeu ao invés de pagar, mas teve um bom desconto na sua conta de luz.


Caminhões de lixo elétricos

Se eu fosse gestor de uma frota de veículos não teria dúvidas de que no longo prazo a sobrevivência do meu negócio passaria pela adoção de veículos elétricos. Mais ainda, se eu fosse gestor de uma frota de ônibus, pensaria isso já no médio prazo.

Pensando assim a Corpus Saneamento, responsável pela coleta de lixo em Indaiatuba, SP, introduziu na sua frota um primeiro caminhão de coleta de lixo 100% elétrico. Dois detalhes: o caminhão é chinês e a empresa também projeta gerar a energia para abastecer os caminhões a partir do lixo que recolhe.

Juntando essas duas notícias, vemos que não é só o sol que pode baratear a energia, a gente pode imaginar um futuro onde empresas como a Corpus possam jogar para o grid o excesso de energia produzida pelo lixo além de abastecer seus caminhões, num ciclo virtuoso impensável até poucos anos atrás. Isso se nossos governantes não atrapalharem.


Yes, nós temos Tesla

Embora ainda de forma incipiente e apenas para abastados, já temos no Brasil alguma oferta de carros elétricos e híbridos. Nissan Leaf, Toyota Prius e BMW i3 são alguns dos carros que muito eventualmente vemos nas ruas. Mas um paranaense quer mudar isso.

Utilizando tecnologia chinesa, o empresário Rodrigo Contin fundou em 2016 a Hitech Electric e está montando dois modelos de carros e um de caminhão elétricos em Pinhais, na grande Curitiba. De nenhuma maneira ele pretende competir com as gigantes internacionais, mas oferece um produto que se não é exatamente belo, é sem dúvida um enorme passo para a popularização desse tipo de veículo.

Com preços à partir de R$ 45.000, os carros da Hitech são focados no uso urbano, alcançam velocidade máxima entre 50 e 60 km/h com 120 km de autonomia e cada recarga custa apenas R$ 4,50. Leia a matéria completa na Gazeta do Povo.

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