PanoraMix #23 | Somos cada vez mais urbanos

Olá,

A PanoraMix #23 fala principalmente de como nossas cidades estão crescendo e os negócios que estão surgindo dentro delas. Mostra também que criatividade é tudo na hora de monetizar conteúdo e que Michelangelo em HD não tem preço.

Abs,
Paco Torras


Alimentação criando tempo nas cidades

comida | negócios | tecnologia

O jornal on-line Nexo, uma das melhores iniciativas jornalísticas independentes brasileiras dos últimos tempos, publicou um estudo confirmando algo que a gente já sabia que está acontecendo: a concentração da população nas cidades, principalmente nas capitais.

As razões dessa migração são várias, desde oportunidades econômicas que a concentração de pessoas e negócios pode gerar até à facilidade de acesso a uma infinidade de serviços que tornam a vida mais fácil e consequentemente deixam mais tempo livre, o principal ativo da sociedade moderna.


Ao mesmo tempo que esse movimento traz grandes questões na gestão das cidades, cria enormes oportunidades de negócios, muitas delas dentro a economia do compartilhamento, mas também em áreas como alimentação, pois com o crescimento físico das cidades, o campo, e consequentemente o alimento, ficam cada vez mais longe do consumidor urbano. E ao contrário do que a gente possa imaginar, mesmo em grandes e densos centros urbanos existem áreas onde, com tecnologia, é possível trazer o campo para dentro, nesse caso para baixo, das cidades.

Em Londres com trocadilho

Suspeito que o nome da empresa é um trocadilho com o título de um sucesso dos anos 80 do grupo inglês The Jam, pois embora a música fale do metrô, a Growing Underground é uma empresa de Londres que usa antigos abrigos antiaéreos subterrâneos, construídos durante a segunda guerra, para plantar vegetais a 33 metros de profundidade bem no centro da capital inglesa.

Num espaço pensado para abrigar até 8.000 pessoas durante um ataque aéreo, lá hoje são produzidos mais de vinte tipos de ervas e temperos usados por restaurantes locais, empresas de eventos e vendidos ao público em geral. Com o apoio do chef estrela Michelin, Michel Roux Jr. e muita tecnologia de irrigação, iluminação e ventilação, a fazenda subterrânea foi viabilizada por um projeto de crowdfunding que levantou 1 milhão de Libras.

Mega cidade produzindo vegetais nos seus subterrâneos, com baixa pegada de carbono e consumo de energia em projeto viabilizado por crowdfunding.

Acima de tudo, com trocadilho, uma iniciativa que resume, entende e atende às novas necessidades criadas pela migração das populações para os centros urbanos. Leia a matéria do Telegraph aqui e veja um vídeo sobre o sistema de iluminação usado aqui.

Em Porto Alegre uma proposta distribuída

Já em Porto Alegre essa proposta do hiperlocalismo da alimentação foi abordada de outra forma.

Urban Farmcy é ao mesmo tempo um restaurante e um projeto de micro fazendas urbanas distribuídas. A ideia começa com o restaurante produzindo ali mesmo alguns temperos e vegetais que consome enquanto incentiva que seus vizinhos também o façam com a garantia de que o restaurante irá comprar a produção.

Para isso a empresa cede estufas, sementes, tecnologia e treinamento aos moradores das redondezas que assim se tornam micro fazendeiros urbanos. A proposta, além de criar um fonte de renda aos moradores, garante a qualidade, frescor e sabor aos pratos do restaurante. Há tempos não via um projeto tão bacana.


Mas nem só produtos frescos e saudáveis alimentam uma grande cidade. Fast-food ainda é um indústria tipicamente urbana que ajuda a potencializar esse ganho de tempo livre tão importante hoje em dia, ainda que pagando o preço de uma alimentação menos saudável e com maior distância entre o produtor e o consumidor.

McDonald’s digital

Semana passada a cadeia de lanchonetes abriu em São Paulo sua primeira unidade digital no país. Nela os clientes fazem o pedido e o pagamento através de telas de autoatendimento, recolhendo sua refeição no balcão.

Nesses pontos o cliente tem a possibilidade de adicionar temperos ou ingredientes, coisa que se espera nessa nova economia na qual a personalização se torna cada vez mais importante para o consumidor mês o que isso faça com que o sanduíche demore um pouco mais a ser entregue. A matéria da Exame conta mais sobre essa estratégia que deve atingir todas as 904 unidades do McDonald’s no país.


Buzzfeed na sua sala e cozinha

comida | conteúdo

Você tem sorte em assinar a PanoraMix, porque quem não assina talvez tenha deixado passar dois movimentos muito diferentes realizados por um dos melhores exemplos da nova mídia em constante busca de receitas, com trocadilho, para seu conteúdo.

O Tasty é um dos maiores fenômenos da internet. O portal de receitas rápidas criado pelo Buzzfeed, que só existia no Facebook, Instagram e como aplicativo, chegou agora na sua cozinha como um eletrodoméstico.

Produzido em parceria com a GE, o Tasty One Top é uma boca de fogão elétrica portátil que se conecta por bluetooth com um aplicativo específico onde estão 1.700 receitas e auxilia o cozinheiro no preparo dos pratos. Controlando automaticamente o tempo e a temperatura do preparo, a dupla app+fogão leva a outro nível a experiência de cozinhar pratos simples que tornou tão popular o Tasty. O NYT tem uma ótima matéria sobre o que levou o Tasty a ser o fenômeno que é.


Esse não é só mais um exemplo de que on e off produzem mais juntos do que fariam separados, nem de que produtores de conteúdo de qualidade têm que rebolar para monetizar sua produção, é também mais um exemplo de como a tecnologia vem influenciando o negócio da comida desde a semente até nossas bocas.

Para as nossas salas a iniciativa do Buzzfeed parece mais óbvia. Talvez você já tenha reparado como a oferta de newsletters com resumos de notícias tem aumentado. Praticamente todos os veículos importantes têm as suas que são enviadas regularmente por email aos assinantes. A PanoraMix é filha desse movimento que faz total sentido num momento de excesso de produção de conteúdo, nem sempre de qualidade, nem sempre confiável.

Mas e-mail num mundo que está sendo novamente dominado pela voz, faz pouco sentido parar para ler e-mails de notícias se você pode ouvi-lo enquanto faz outra coisa. Pensando nosso a Buzzfeed criou um informe diário específico para assistentes pessoais por comandos de voz como o Alexa da Amazon ou a Siri da Apple.

Como nas rádios, o serviço Reporting to You apresenta um resumo de dois a quatro minutos com as principais notícias do dia. Basta pedir ao aparelho que reproduza o informe diário.

Ao contrário de outras iniciativas parecidas, o Reporting to You tem como atrativo sua curta duração, algo perfeitamente em linha com a pouca atenção que atualmente dispensamos a uma interação específica como mostrou o estudo do Facebook que você leu na PanoraMix #18.


QUER LEVAR ESSE CONTEÚDO PARA SER DISCUTIDO EM SUA EMPRESA OU GRUPO?

Fazemos encontros semanais ou mensais para discutir como a transformação digital está impactando negócios e sociedade.
Fale comigo: panoramix@panora.com.br


Idioma não é barreira nas cidades globais

sociedade | tecnologia | comunicação

A tecnologia está definitivamente trazendo de volta a voz como forma de comunicação não só entre homem e máquinas, mas também entre humanos que não falam o mesmo idioma. E com cada vez mais gente vivendo em aglomerações urbanas, a comunicação poderia ser um problema, mas não será.

Timekettle’s WT2 é mais um aparelho que faz traduções automáticas e em tempo real de conversas em dois idiomas diferentes. Parecido com um fone bluetooth, ele vem em pares que se conectam a um app. Basta que cada um dos interlocutores coloque um dos fones no ouvido e comece a falar no seu idioma para que o outro escute na língua que quiser entre as disponíveis. Muito simples.

Techcrunch testou o dispositivo e fez um vídeo sobre a experiência.


Realidade aumentada na mesa de casa

tecnologia | video | cinema

Mas nem tudo é só voz, imagens ainda têm um papel importante mesmo que não sejam reais.

Peter Jackson, diretor da série O Senhor do Anéis e entusiasta da tecnologia de imagens no cinema, vem fazendo testes com realidade aumentada e o vídeo abaixo é só uma brincadeira que sua empresa fez para testar as possibilidades da ferramenta.

Repare que as cenas acontecem em cima da mesa da sala de estar do diretor.


Capela Sistina em HD

fotografia

Uma realidade que não precisava ser aumentada, mas ampliada e aproximada para que percebamos os detalhes é o teto da Capela Sistina no Vaticano.

Num projeto que durou cinco anos e gerou mais de 270.000 imagens em alta resolução, o teto da Capela Sistina foi inteiramente fotografado e mostrou detalhes que eram invisíveis aos 20.000 turistas que a visitam cada dia.

As imagens foram colocadas em três livros com edição limitada de 1.999 cópias e um preço que poucos podem pagar. A BBC produziu o vídeo abaixo mostrando detalhes do projeto e do seu resultado.


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