PanoraMix#22

A PanoraMix #22 mostra que conteúdo de qualidade é sempre rei. Seja na TV, seja nos restaurantes. Que programação se aprende na prisão, que a energia vai ficar ainda mais barata e que fotos provam que já vivemos no futuro.

Abs,
Paco Torras


Imagem é tudo

comunicação | negócios | sociedade | comida

O mundo hoje tem 7.000 idiomas ativos e há poucas teorias sobre por que em 200.000 anos não conseguimos criar um idioma global. Mas isso não é totalmente verdade, já que há um que todos entendem, e não estou falando do dinheiro. Um idioma que sem essas caretices léxicas, letras ou números, totalmente visual, tem até o seu dia de celebração anual, 17/07. Estou falando, claro, dos Emojis.

Emojis

O idioma Emoji não é exatamente fruto direto da disseminação do celular e depois do smartphone, mas foi a partir daí que ele se tornou uma língua global. Evoluindo desde o 🙂 até o 😀, esse idioma hoje ocupa as redes sociais e de comunicação instantânea de uma maneira que nenhum outro idioma consegue. No Instagram os Emojis representam metade das legendas nas fotos, no Messenger do Facebook são digitados mais de 5 bilhões de Emojis, por dia.

Claro que o Brasileiro é fluente em Emoji, mas o primeiro livro nesse idioma foi editado em inglês. E não foi qualquer livro, foi um clássico da literatura: 🐳, ou Moby Dick.

Do papel para as telas, foi um pulo, e o primeiro filme de animação com Emojis será lançado aqui no fim do mês e tem, por exemplo, Patrick Stuart no papel de 💩.

Ainda que não se torne um idioma de verdade, é fantástico termos hoje uma forma de expressão e comunicação global que, ao contrário dos outros 7.000 idiomas no planeta, não deixa dúvidas a interpretações ou subentendidos. É literal.

Até nos restaurantes
Os Emojis são só mais um exemplo de como, para se tornar globalizada num mundo com tantos idiomas, nossa comunicação é cada vez mais visual. Outros exemplos são os vídeos e fotos dominando as redes sociais e como isso tem influenciado o desenvolvimento de negócios.

Com 700 milhões de usuários, 27 milhões deles no Brasil, o Instagram é a principal rede social visual atualmente, com usuários compartilhando perto de 100 milhões de fotos e vídeos por dia sobre viagens, pets, selfies e comida, principalmente pizzas e sushis.

Portanto não é à toa que restaurantes considerem o compartilhamento de fotos pelo aplicativo como parte importante de sua estratégia de marketing e inclusive pensem como seus pratos, drinques e ambientes podem ser desenvolvidos para aparecerem melhor, e conseguirem maior engajamento, nesse tipo de rede social. Já existem até empresas especializadas em tornar virais os menus, embalagens, porta-copos e tudo o que possa acrescentar interesse visual aos produtos e ao ambiente, e assim ampliar as chances de o cliente compor e compartilhar uma foto bonitinha.

Já não basta mais ter um ambiente bacana, pratos saborosos e bebidas criativas para o cliente que está no local, tem que ter tudo isso também para quem está olhando e salivando de longe. O que ainda não dá para instagramar é o serviço 😎.

The Verge fez uma matéria contando como o Instagram vem redefinindo o planejamento de novos restaurantes e como o retorno pode ser medido de forma efetiva pelos proprietários. Muito bacana de ler se você se interessa pela área.


Desquebre +

negócios

Semana passada falei sobre a Desquebre, uma startup paulistana que ajuda quem não tem conhecimento técnico a fazer consertos simples em eletrodomésticos.

No texto levantei a bola de que em breve, com esses aparelhos todos conectados à internet, muitas vezes nem a visita do técnico seria mais necessária, que o próprio aparelho faria o diagnóstico e buscaria a solução na rede.

Mas enquanto isso não acontece – vai demorar até termos uma quantidade relevante de eletrodomésticos conectados – outra startup criou uma solução intermediária, que traz o técnico até nossa casa, mesmo que ele esteja em outro país.

Veja como funciona no vídeo abaixo.


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Fazemos encontros semanais ou mensais para discutir como a transformação digital está impactando negócios e sociedade.
Fale comigo: panoramix@panora.com.br


GoT mostra o poder do conteúdo

mídia | TV | sociedade

Falo bastante aqui sobre como a TV na forma linear está com seus dias contados, que ficar na frente de uma tela esperando o horário de um programa não faz mais sentido num mundo com distribuidoras como Netflix ou Amazon Video.

Mas aí vem o conteúdo de qualidade e, enquanto reforça seu poder, derruba todas essas teorias sobre o fim da TV como conhecemos. Foi isso que fez a HBO que colocou milhões de pessoas na frente da TV na mesma hora no mundo todo para assistir ao primeiro episódio da sétima temporada de Game of Thrones.

Esse anti-fenômeno confirma que, apesar das dificuldades, o conteúdo de qualidade, não-comoditizado, sejam filmes, livros, notícias ou imagens, ainda tem valor maior do que sua disponibilidade anytime, anywhere como tem sido comum nas novas inciativas de distribuição e monetização.

É um alento, mas também um desafio para grandes produtores manterem seus níveis de qualidade e engajamento que se refletem na confiança do consumidor e na sua vontade de abrir a carteira e pagar pelo conteúdo produzido.

Engajamento com realidade virtual
Outra maneira de engajar principalmente os novos consumidores é oferecer mais pelo mesmo conteúdo, e transmissões esportivas pela TV estão se confirmando não só como diferenciais como também plataformas de inovação.

NextVR é uma empresa que desenvolve conteúdos de realidade virtual e aumentada para óculos dos tipos Google Daydream View e Samsung Gear VR e está aproveitando a International Champions Club de futebol para oferecer através de seu app uma experiência que vai muito além da simples transmissão da TV ao vivo.

No próximo dia 29 ela vai complementar as imagens habituais com diversos conteúdos interativos em VR antes, durante e depois do clássico entre Barcelona e Real Madrid na competição. Mas esquece a TV, tudo vai acontecer dentro dos óculos de realidade virtual que estão se tornando comuns por aí. Esse tipo óculos ainda está mais para máscara de mergulho do que para Ray-Ban e ainda depende do smartphone para funcionar, mas se depender do Mark Zuckerberg, isso está prestes a mudar.


Ensino de programação até na prisão

educação | sociedade

Já falei aqui sobre uma iniciativa para diminuir as taxas de reencarceramento de presos financiada por social bonds em Nova York que não deu muito certo. Mas outra iniciativa na Califórnia está tendo sucesso e comprovando algo que repito aqui constantemente e que não tem nada a ver com presos ou crimes: Programação de computadores deveria ser o novo futebol. Alguém juntou os dois assuntos e está fazendo a diferença.

Last Mile é uma ONG que pretende diminuir a possibilidade de reincidência treinando presos nas áreas de negócios e tecnologia dentro da prisão.  Oferecendo aulas de programação aos internos, a iniciativa visa prepará-los para um mercado de trabalho com demanda crescente e que uma vez soltos, consigam entrar no mercado evitando que retornem ao crime e à prisão.

Hoje, as taxas de reincidência na Califórnia ultrapassam os 45%, mas até o momento, nenhum dos formados nas turmas do The Last Mile retornou à prisão.

A Gazeta do Povo tem matéria com mais detalhes, inclusive sobre a possibilidade de implementar a iniciativa por aqui.


Como se tornar um pequeno produtor de energia

energia | sustentabilidade

Se você ainda acompanha o noticiário político internacional viu que o Trump não confirmou a adesão dos EUA ao acordo do clima em Paris. Mas como tenho repetido, o eixo do poder está trocando de mãos e até o Trump pode ficar irrelevante frente às mudanças que a tecnologia vem viabilizando na área energética.

Analistas do banco Morgan Stanley estimam que até 2020 as opções renováveis – solar, eólica… – serão a forma mais barata de geração de nova energia em todo o mundo, e isso vai fazer com que a economia, e não o governo, direcionem a matriz elétrica do país e consequentemente a emissão de gás carbônico.

O preço 50% menor dos painéis fotovoltaicos e a nova engenharia na construção de pás de hélices para geração eólica podem fazer com que o custo dessas energias seja a metade do custo das termoelétricas que queimam carvão e óleo. Então, à revelia do governo Trump, o pais vai cumprir com o acordo de Paris.

No Brasil também há um movimento no sentido de depender menos de políticas governamentais cambiantes, não posso dizer que temos política de Estado por aqui.

Pesquisa realizada pela Accenture mostra que 80% dos brasileiros tem interesse em deixar o modelo tradicional de produção e distribuição de energia elétrica. Viabilizada pela queda nos preços dos painéis fotovoltaicos e o aumento nas contas de luz, já é viável a produção distribuída de energia – cada indústria, casa ou edifício produz a sua – com o excedente sendo direcionado para a rede atual de distribuição para ser usado por quem não produz o suficiente para seu consumo.

A Exame tem uma matéria que explica como se tornar um pequeno produtor de energia e abandonar de vez a conta de luz. Leia aqui. Aviso logo que ainda não dá para ganhar dinheiro produzindo em casa energia para terceiros.


NatGeo 

fotografia

Falo sempre que a gente já está vivendo o futuro, mas como os Emojis, uma imagem vale mais do que palavras para expressar essa sensação. E as fotos do concurso Travel Photographer of the Year da National Geographic provam isso. Clique na imagem abaixo.


 

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