PanoraMix #18 – Paco Torras

 

Seis segundos da sua atenção

mídia | propaganda | TV

Num primeiro momento a gente pode até imaginar que está cada vez mais fácil chegar no consumidor, certo? Com ele conectado 24×7, marcas têm inúmeras oportunidades de atrair sua atenção usando as mais diversas ferramentas online, desde os antigos banners até influenciadores digitais e conteúdo patrocinado.
Mas ao contrário de outros tempos quando somente grandes anunciantes tinham acesso à mídia, hoje qualquer um com um blog pode entrar na disputa pela atenção do consumidor. Por isso essa atenção está cada vez mais fragmentada e difícil de conquistar. Quer uma prova?

Um estudo feito pelo Facebook mostrou que durante os intervalos comerciais da estreia da nova temporada de um popular programa de TV, os telespectadores ignoravam a propaganda na TV para dar uma olhada nas suas redes sociais. O Facebook monitorou o comportamento de 537 pessoas e o resultado está no gráfico abaixo onde se vê claramente para qual tela o consumidor está olhando na hora dos comerciais.
Claro que se trata de um estudo pequeno, mas você e eu temos uma forte sensação de que é exatamente assim que nos comportamos hoje na frente da TV. Ou não?

Iniciativas para tentar resolver esse “problema” já estão acontecendo e uma delas mexe com um ícone da TV que são os spots de 30’.

A L’Oreal, gigante global de cosméticos, fez uma parceria com o Google para testar o retorno, inicialmente apenas no Youtube, de filmes publicitários de apenas 6 segundos apresentados antes dos vídeos da plataforma.

Os filmes não serão somente curtos, mas trarão temas com alto engajamento no Youtube. Os resultados da iniciativa online serão levados em consideração na estratégia para a TV, onde, por conta dos dados mostrados no gráfico acima, a parte sonora dos comerciais deve ser incrementada com o objetivo de fazer as pessoas voltarem seus olhos para a tela grande. Leia mais detalhes na matéria da Business Insider.

Conteúdo em vídeo é disparado aquele que tem maior engajamento na web, por isso esse enorme esforço em encontrar formatos que atendam à nova demanda dos consumidores. Demanda com trocadilho, pois vídeo sob demanda tem sido a opção preferida por eles.  Nos EUA o número de assinantes da Netflix (51 milhões) acaba de ultrapassar o de usuários de TV a cabo (48,7 milhões) segundo a Folha.

Definitivamente a telona de casa está passando por um momento de enorme transformação no qual consumidores vêm preferindo pagar uma mensalidade para não ter anúncios e poder ver seus programas quando quiserem, o modelo Netflix e HBO Go, do que o antigo modelo com propaganda financiando uma programação engessada. No meio do caminho ficam os anunciantes que irão acabar migrando suas verbas para onde a gente já sabe: Google e Facebook.


Try and Buy online

ecommerce | amazon

Apesar da possibilidade de assistir TV no celular, essa é uma opção alternativa para quando você não está em casa, com uma tela grande e um sofá confortável. A TV de casa, seja via streaming, cabo ou antena, ainda traz uma experiência melhor e mais completa. E ela tem a ver com os novos eremitas urbanos, aqueles que não precisam sair de casa para quase nada, que já falamos aqui. Esse tipo de comportamento cria um ciclo vicioso entre consumidores trancados em casa que tem cada vez mais serviços entregando qualquer coisa a qualquer momento e assim permitindo que eles fiquem ainda mais tempo em casa.

A última adição a esse ciclo vem da Amazon com seu novo Prime Wardrobe que entrega na casa dos assinantes Prime uma caixa com roupas escolhidas online pelo cliente que depois de experimentá-las pode devolver num prazo de sete dias as que não quiser. Frete grátis na ida e na volta e descontos crescentes de acordo com a quantidade de peças compradas, claro.

O formato em si não é novo, mas ganha importância quando o consumidor tem cerca de 1 milhão de peças de roupas disponíveis para escolher, como é no caso da Amazon.


Biohacking para pagamentos

wearables | IoT

Na PanoraMix #07 falei de uma empresa sueca que oferece aos seus funcionários a opção de implantarem um chip na mão e com isso terem acesso mais fácil a áreas e serviços dentro da companhia. No mesmo país uma ferrovia está há um mês aceitando pagamento de passagens através da leitura de chips subcutâneos.

A matéria da Business Insider não esclarece se pode ser o mesmo chip dos funcionários da outra empresa, mas a iniciativa deixa evidente que, pelo menos por lá o biohacking já é uma realidade.


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Fazemos encontros semanais ou mensais para discutir como a transformação digital está impactando negócios e sociedade.
Fale conosco: panoramix@panora.com.br


O melhor amigo do idoso pode ser um carro

sociedade

O envelhecimento da sociedade não é só assunto por aqui com a necessária reforma da previdência. Nos EUA a população acima de 65 anos deve dobrar nas próximas décadas trazendo questões e necessidades diferentes da aposentadoria, e veículos autônomos podem ter um papel importante na manutenção da qualidade de vida dos idosos. A Co.Design levanta três possibilidades de como isso pode acontecer: Mentoria Mobile, Assistente Médico e Casa Móvel.

Impossível não vislumbrar uma enorme quantidade de oportunidades de novos negócios que a dobradinha idosos+veículos autônomos podem criar no futuro.


4x Educação e Trabalho

educação | trabalho

Na PanoraMix #16 falei sobre a preparação dos jovens para as novas carreiras que estão surgindo e como nossas escolas ainda não alinharam seus programas para atender a esse futuro próximo. Enquanto isso o jeito é buscar informação e formação longe da escola tradicional. A Udacity  é uma das principais plataformas de educação online conhecidas como MOOCs e oferece vários cursos de introdução a assuntos de futuro. A Exame lista cinco deles: Ciência de dados, machine learning, realidade virtual, desenvolvimento de aplicativos e inteligência artificial.  Todos grátis e em português.

No mesmo caminho de preparar mão de obra para uma área com demanda crescente, a ONG Gerando Falcões com a CA Technologies e a Madcode criaram um curso presencial de programação específico para meninas de 16 a 18 anos da Zona Leste de São Paulo. Mulheres representam apenas 24% dos trabalhadores em tecnologia e esse curso de dois meses pode ajudar a mudar esse cenário.

E como já mostrei num artigo, a tecnologia ajuda, mas não é só a ela que vai mudar nossa educação. Nem só dinheiro. O exemplo de Sobral, cidade no interior do Ceará mostra isso.
Tido como destaque no Índice de Educação Básica do ano passado, o município mostrou que uma estratégia educacional que valoriza a performance tanto de alunos como de professores pode trazer resultados que nenhuma tecnologia seria capaz. Ainda que o modelo de Sobral não seja perfeito e receba várias críticas, acredito que vale a pena conhecê-lo clicando aqui.

Assunto recorrente por aqui é a diminuição da oferta de trabalho em atividades que não exigem especialização ou que são repetitivas. Algumas dessas posições serão substituídas por robôs enquanto outras simplesmente desaparecerão. O incentivo à qualificação de mão de obra para esse futuro deveria ser prioridade de governos preocupados com a empregabilidade e renda de seus cidadãos, mas o que temos visto é que alguns legisladores, que ainda não entendem as mudanças pelas quais estamos passando, preferem uma via mais fácil, mas que tem efeito contrário: aumentar o salário mínimo, como têm feito algumas cidades americanas, acaba gerando redução de renda.

Em 2015 já tratei do assunto em um artigo, e um estudo recente comprovou que quando Seattle aumentou o salário mínimo por hora para US$15, o trabalhador nessa faixa de remuneração ficou US$ 125 mais pobre no final do mês. O Washington Post tem uma matéria interessante sobre esse assunto que é detalhado mais profundamente em artigo da Vox.


Timing é tudo

negócios

Eu aqui falo muito sobre como é fantástico esse mundo de novos negócios de sucesso que mudam o nosso cotidiano, dos visionários que construíram empresas gigantescas, de modelos de negócios que de tão óbvios a gente não entende como só foram criados agora. Mas para que isso tudo aconteça hoje, muita gente, muitos negócios se deram mal.

A Inc. Magazine fez uma lista de sete startups que de tão à frente do seu tempo, acabaram falindo, mas pavimentaram um caminho para que novas empresas parecidas surgissem no tempo certo.


Harry Potter, 20 anos

cultura | negócios

A saga Harry Potter fez vinte anos ontem. Vinte. Anos. O primeiro dos sete livros foi lançado em 26 de junho de 1997 e iniciou um negócio que envolve desde canecas até parques temáticos com um faturamento de US$ 22 bilhões.

Minha homenagem vem com o Postmodern Jukebox, um grupo que faz as melhores versões jazzísticas de temas pop, aqui com Hedwig’s Theme.


 

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