PanoraMix #16

A PanoraMix #16 está melhor do que qualquer newsfeed:

Habilidades, especialização e carreira em T.
A luta entre customizar e padronizar.
Carregando a bateria enquanto usa.
O2O.
Carbono zero no estacionamento.
Os melhores filmes do século XXI.

Depois me conta o que você achou.

Abs,
Paco Torras


Habilidades, especialização e carreira em T

educação | trabalho

Educação e trabalho sempre andaram juntos, mas nos últimos anos o trabalho vem mudando numa velocidade que a educação não tem conseguido acompanhar. Não só a forma de trabalhar mudou, mas também os conhecimentos necessários para atuar em qualquer área. Habilidades que até outro dia eram menos importantes do que conhecimento técnico estão ganhando relevância, enquanto esse mesmo conhecimento técnico, quando desacompanhado de visão holística, se torna quase uma commodity.

Habilidades genéricas associadas ao profundo conhecimento em uma área específica é o que especialistas têm considerado o perfil mais adaptado ao momento atual, e que ganhou o nome de carreira em T. A matéria da Época explica melhor essa evolução da antiga carreira em Y e detalha quais as habilidades genéricas são as mais necessárias para o novo mercado de trabalho.

Na Finlândia, meca do melhor ensino do mundo, a preocupação é cada vez mais que os alunos percebam cada área (que antigamente a gente chamava de matéria) como parte de um todo. Por isso, há algum tempo o país vem abandonando a divisão entre assuntos e educando a partir de projetos e interesses pessoais de cada aluno. Num país onde as crianças entram na escola apenas aos sete anos, não têm provas – são avaliadas apenas pelos professores – e têm mais horas livres do que a média mundial, mudar o que parece está dando certo sempre pode causar conflitos.

A matéria no Terra Educação conta mais sobre o processo e o que a Finlândia tem de diferente que ajuda a que seus sistema educacional seja exemplo global.


Fast-food brasileiro sem caixas e com sanduíches individualizados

trabalho | automação | customização

Essa nova e necessária educação tem como objetivo principal criar profissionais com habilidades que não possam, por enquanto, serem replicadas por robôs e sistemas automatizados. E uma das indústrias na qual essa substituição tem sido mais evidente é a de fast-food.

Possuindo processos bastante engessados e muito bem definidos, com algum treinamento básico qualquer pessoa é capaz de entregar um sanduíche ou uma pizza de qualidade e idênticos o tempo todo. Claro que esse profissional sem conhecimentos ou habilidades que o diferenciem tem uma baixa remuneração, e atividades com processos claros e repetitivos aliada a baixos salários com altos encargos trabalhistas é um prato cheio para automação.

Mas ao lado da automação vem sempre a padronização, coisa que o novo consumidor não vê com bons olhos.

Então, como unir o desejo de oferecer ao mesmo tempo um produto customizado de forma automatizada na velocidade de um fast-food? Talvez a mais antiga cadeia brasileira de fast-food tenha a resposta.

Investindo R$ 225 milhões em um projeto que vai desparecer com os caixas e permitir que o cliente participe diretamente da criação do seu próprio sanduíche, escolhendo os ingredientes, o tamanho, os acompanhamentos, a bebida e a sobremesa, o Bob’s está usando a tecnologia para deixar de oferecer um cardápio padrão e entregar sanduíches diferentes para cada cliente. Uma loja piloto nesse formato já foi inaugurada no Rio e outra será aberta ainda esse mês em São Paulo onde o consumidor usa totens e aplicativos para fazer suas escolhas e o pagamento, retirando o pedido com uma senha no balcão. A matéria na Gazeta do Povo tem uma entrevista com o presidente da empresa e mais detalhes do projeto.


O2O

varejo | ecommerce

Outra antiga empresa, essa do varejo e o maior empregador dos EUA, também tem pilotos onde o comprador pode buscar pedidos feitos on-line sem custo extra e sem precisar fazer interações com funcionários da empresa.

Os quiosques do Walmart Pickup possuem freezer e refrigeradores para comida fresca e ficam abertos 24hs por dia. Sem ninguém operando. Mais de 30 mil itens podem ser adquiridos pelo sistema online para serem selecionados, embalados e disponibilizados no quiosque para o cliente buscar quando quiser com uma senha fornecida na hora da compra. Unir online com offline, conhecido como O2O, é uma das tendências do competitivo varejo americano que já está chegando por aqui.

No Brasil também
Recentemente vi num posto de gasolina no Jardim Botânico no Rio, um serviço independente de click-and-collect. Parece ser uma parceria entre a Ipiranga/AMPM e a InPost, empresa internacional de logística para e-commerce que atende diferentes lojas on-line. O cliente compra em qualquer uma delas e manda entregar nesse armário monitorado. A senha fornecida na hora da compra abre apenas a porta onde ela está. O interessante do serviço da inPost é que o armário também funciona no sentido inverso, o vendedor deixa o produto lá e a empresa o leva a outro armário escolhido pelo comprador.


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Pegada de carbono zero em estacionamentos

consumo | fazendas urbanas | alimentação

Mais um exemplo de fazenda urbana. Dessa vez vem da Dinamarca e com apenas 163m² é capaz de produzir até seis toneladas de frutas, ervas, verduras e legumes por ano. O diferencial da Impact Farm é que as “fazendas” vêm em flatpacks, embalagens chatas como as de móveis, para da mesma forma serem montadas no local.

Ocupando uma área equivalente a sete vagas de carros, é impossível não associar essa ideia com os quiosques do Walmart e imaginar que num futuro próximo alimentos frescos possam ser produzidos, colhidos e distribuídos percorrendo apenas alguns metros, dentro de um mesmo estacionamento de uma grande loja ou um edifício garagem. Parece ser perfeitamente possível e economicamente viável. Esperando um grande shopping ou hipermercado brasileiro ver isso também.


Máquinas nos entendem melhor do que nós mesmos

voz | AI

Com o lançamento semana passada do seu HomePod a Apple entra definitivamente na corrida pela nossa voz. Corrida de puros-sangues com enormes investimentos principalmente para que as máquinas entendam não só idiomas, mas expressões e sotaques, transformando o que seriam comandos para realização de tarefas em uma conversa coloquial.

O Google parece estar na frente, pois declarou ser capaz de entender a linguagem humana com 95% de precisão. Levando-se em conta que muitas vezes humanos falando a mesma língua não conseguem se entender, a realização do Google é fantástica.

Mas pela tendência mostrada no gráfico abaixo, suspeito que os 5% restantes serão tão trabalhosos quanto esses primeiros 95%.


Mouse carrega bateria durante o uso

tech

Eu sempre digo que mouse sem fio é como motor de popa em um barco: Quem tem dois, tem um e quem tem um, não tem nenhum. Ao mesmo tempo me perguntava como ainda não tinham inventado uma forma de carregar a bateria do mouse enquanto ele estivesse sobre o mousepad. Para quem já leu sobre estradas que carregam a bateria dos carros elétricos em movimento, isso me parecia extremamente simples, não é?

A Logitech estava me ouvindo e lançou recentemente um mousepad energizado que carrega o mouse sem fios, enquanto ele está sendo usado. Gênio.


Os 25 melhores filmes do século XXI

cinema

Os críticos de cinema do New York Times fizeram uma daquelas coisas pensadas para causar polêmica: Elegeram os 25 melhores filmes feitos neste século. Na lista há vários que eu nunca ouvi falar e um especialmente que considero dos piores que já vi. Veja a lista aqui e comente.

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