PanoraMix #14

Leia na PanoraMix dessa semana:

Shoestock de volta com Netshoes
Pinhole digital
Preços negativos de energia
Voicebots
História visual dos óculos

Depois me conta o que você achou.

Abs,
Paco Torras


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Online e offline, par perfeito

pinhole | shoestock | amazon

Quem me acompanha há algum tempo já sabe que adoro quando online e offline se juntam para criar algo maior e melhor do que seriam capazes separadamente. Todos ganham, principalmente o consumidor.

Quatro exemplos recentes mostram que muito longe de serem inimigos, on e off formam o par perfeito.

Pinhole digital
Pinhole é das mais antigas técnicas de fotografia na qual a luz passa por um furo do tamanho de uma agulha e atinge um papel fotossensível no interior de uma caixa escura. Não há lentes, diafragmas ou espelhos.

Apesar de antiga é uma técnica até hoje utilizada por amantes da fotografia, mesmo aqueles que se renderam ao digital. Pensando neles a empresa Thingyfy criou um adaptador que se encaixa nas modernas câmeras digitais reproduzindo uma Pinhole. É uma lente sem ser uma lente. Com ele fotógrafos têm o melhor de dois mundos, o jeitão artesanal do pinhole com toda a versatilidade do digital.

Veja abaixo algumas imagens e aqui uma matéria com mais detalhes e repare como é linda a embalagem da “lente”.


Livraria Amazon
Com vinte anos de informações sobre como os americanos compram livros online, ano passado a Amazon decidiu que com esses dados todos poderia também melhorar a experiência do consumidor na compra de livros offline. Por isso abriu em 2015 uma livraria de rua perto de sua sede em Seattle.

Semana passada ela inaugurou a sétima loja, em Nova York, mostrando que a iniciativa não é um teste, mas parte de uma estratégia que inclui fazer o público experimentar seus dispositivos como Kindle e Echo e incentivar assinaturas do seu serviço Prime enquanto escolhem um livro que está na prateleira exatamente porque a Amazon sabe que você o quer. 😊
Conheça a loja de NYC por dentro aqui.

Netshoes e Shoestock
Outro exemplo recente é da Netshoes, gigante brasileira no e-commerce que ano passado comprou a marca de sapatos Shoestock e no último dia 8 reabriu sob nova direção a tradicional loja de Moema, São Paulo.

Lá a empresa pretende não só ter contato direto com o consumidor e conhecê-lo melhor, mas também oferecer serviços que complementam a sua oferta online e assim ter um diferencial importante em relação à concorrência.

Duvido que a Netshoes não esteja acompanhando de perto a mesma iniciativa da Amazon e implemente algumas ideias que tornem ainda menos perceptível a fronteira entre o comércio on e o offline.


Assinaturas para notícias em dois cases bacanas

jornalismo | assinaturas

Netflix para notícias
A Scribd é uma startup com mais de dez anos que oferece acesso a livros digitais por meio de assinaturas. Já conhecido como “modelo Netflix”, pagando um fixo por mês o assinante pode ler quantos livros quiser. Com mais de 500.000 assinantes e US$ 50 milhões de receita por ano, a empresa agora passa a oferecer aos mesmos assinantes acesso também ao conteúdo online de grandes jornais como The New York Times, The Wall Street Journal, The Guardian e Financial Times.

A caraterística volátil de notícias em geral não é percebida como uma barreira, mas um incentivo para que leitores voltem ao site da empresa e consumam cada vez mais conteúdo. A Poynter tem uma matéria que detalha bem a inciativa.

Gazeta do Povo só no digital
Como você já deve ter lido aqui, hoje é a última terça-feira que o principal jornal diário do Paraná está sendo distribuído em papel. Sustentada também por um modelo de assinatura mensal, a partir do dia 1º de Junho a Gazeta do Povo passa a ser inteiramente digital, exceto por uma revista semanal distribuída aos sábados na região metropolitana de Curitiba.

Tendo convertido 92% dos assinantes do papel para o digital, o jornal se desfez de sua gráfica e quer chegar ao final de 2019 com impressionantes 300.000 assinantes. Um movimento arrojado que merece ser acompanhado de perto.


Você sabe com quem está falando?

voicebots

Recentemente mostrei aqui como a voz está se tornando a principal interface entre humanos e máquinas. Se você busca entender melhor como isso está acontecendo e quais a principais iniciativas nessa área, não há lugar melhor do que esse artigo do meu amigo Omarson Costa para a Proxxima.


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Fazemos encontros semanais ou mensais para discutir como a transformação digital está impactando negócios e sociedade.
Fale conosco: panoramix@panora.com.br


Pagando para consumir energia. Do lixo.

energia

Preços negativos
O Huffpost mostra que para quem há apenas quinze anos não produzia energia solar praticamente nenhuma, a Califórnia até que deu um salto e tanto: no mês de março, durante o período entre 8hs e 14hs, os preços da energia foram negativos, havendo mais oferta do que demanda de energia.

Isso aconteceu devido ao crescimento de 50% nas instalações de painéis solares que estão gerando mais de 40% da energia oferecida no grid, e como o sol não se apaga durante o dia, a oferta tampouco se reduz, fica mais barato pagar para o grid aceitar essa energia excedente do que desligar geradoras tradicionais.

Claro que o consumidor final não recebeu ao invés de pagar, mas teve um bom desconto na sua conta de luz.

Caminhões elétricos
Se eu fosse gestor de uma frota de veículos não teria dúvidas de que no longo prazo a sobrevivência do meu negócio passaria pela adoção de veículos elétricos. Mais ainda, se eu fosse gestor de uma frota de ônibus, pensaria isso já no médio prazo.

Pensando assim a Corpus Saneamento, responsável pela coleta de lixo em Indaiatuba, SP, introduziu na sua frota um primeiro caminhão de coleta de lixo 100% elétrico. Dois detalhes: o caminhão é chinês e a empresa também projeta gerar a energia para abastecer os caminhões a partir do lixo que recolhe.

Juntando essas duas notícias, vemos que não é só o sol que pode baratear a energia, a gente pode imaginar um futuro onde empresas como a Corpus possam jogar para o grid o excesso de energia produzida pelo lixo além de abastecer seus caminhões, num ciclo virtuoso impensável até poucos anos atrás. Isso se nossos governantes não atrapalharem.


E como começamos falando de fotografia…

visão

Fotografia lembra olhar, que lembra visão, que lembra óculos. Que também lembra Paralamas do Sucesso, mas isso é outro assunto.

De artefato médico a acessório fashion, o museu de design Holon em Israel apresenta uma exposição contando a história visual desse objeto que está na cara de 65% dos americanos adultos. Clique na imagem abaixo. Não deixe de….ver. Ui.

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