PanoraMix#13

Leia na PanoraMix dessa semana:

Retargeting por imagem.
Mais tecnologia para salvar a educação.
Carros compartilhados barateando imóveis.
Política, dinheiro e poder na nova economia.
Caixas de fósforos como arte.

Depois me conta o que você achou.

Abs,
Paco Torras


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CARROS E CIDADES VÃO DEIXAR DE SER INIMIGOS

mobilidade| urbanismo | sustentabilidade

Você já leu no Panora que ter um carro vai ser como ter um barco ou um cavalo, deixar de ser uma necessidade e passar a ser um hobby. Isso acontece porque o compartilhamento de veículos em grande escala ao lado dos veículos autônomos e elétricos, irá transformar não só como utilizamos os carros, mas também como planejamos cidades e até países. Mas vamos por partes.

Todas as grandes montadoras de veículos já possuem um pé em algum serviço de compartilhamento, seja como acionista, seja com sua própria operação. O objetivo é claro: deixar de vender carros para vender soluções em mobilidade.

Todas as montadoras e muitas empresas de tecnologia já possuem protótipos funcionais de carros autônomos rodando por aí e já existem até serviços de carros sem motoristas em operação. Todas as montadoras também estão investindo pesado na viabilização de veículos elétricos em massa.

Veículos compartilhados, elétricos e autônomos parecem ser por enquanto o santo graal do futuro próximo da indústria automotiva.

Como você também já leu por aqui, informação é o novo petróleo, e nada faz mais sentido do que juntar a enorme quantidade de dados gerados por esse novo sistema de transportes para melhorar o próprio sistema de transporte público e assim as cidades como um todo.

Uber ajudando no planejamento urbano
Definitivamente a Uber não é exatamente amada pela maioria dos governantes simplesmente porque subtrai uma parcela do poder que eles têm sobre o sistema de transportes público. Sabendo disso, a empresa recentemente criou um banco de dados aberto aos municípios para ajudá-los a entender melhor como se dão os deslocamentos de seus passageiros pela cidade.

O Uber Movement não é uma unanimidade entre planejadores urbanos, há várias informações sensíveis ao negócio que não são oferecidas, mas é sem dúvida um primeiro passo no sentido de integrar novos e antigos sistemas para atualizar os serviços de transporte público nos centros urbanos.

Há também o caso de uma pequena cidade do Canadá que entendeu ser a Uber a melhor solução para todo o seu transporte público e está subsidiando corridas contratadas pelo app ao invés de criar um sistema próprio. Leia mais sobre essa experiência no NYT.

Carros compartilhados barateando imóveis
Não precisa ser urbanista para ver que o aumento de carros compartilhados em detrimento do veículo próprio irá diminuir a demanda por vagas de estacionamento (estudos apontam que cada carro compartilhado retira até 28 carros das ruas). Essa tendência consequentemente irá permitir o aumento da área “construível” (que antes tinha que ficar livre para estacionamentos) e assim diminuir o valor do metro quadrado, pelo aumento da oferta, principalmente dos imóveis urbanos.

Carros compartilhados influenciando o desenho de ruas, praças e cidades é apenas mais um impacto desse tipo de serviço na nossa sociedade. A Curbed tem uma longa matéria sobre isso.

Índia elétrica
Outra tendência que irá mudar para sempre as nossas cidades será a do aumento de carros elétricos. Vários países já oferecem incentivos na compra de veículos elétricos, mas recentemente a Índia estabeleceu uma meta ousada: fazer com que até 2030 todos os carros rodando no país sejam movidos a eletricidade.

Ao contrário da Noruega, que estabeleceu uma meta parecida embora seja exportadora de petróleo, a Índia gasta anualmente US$ 150 bilhões importando petróleo. O objetivo é economizar US$ 60 bilhões e reduzir em 37% a poluição nas grandes cidades indianas.

Claro que essa decisão causou enorme impacto na indústria do petróleo, a Índia é o terceiro maior importador do mundo, e foi precedida de complexos cálculos que não podem ser simplesmente replicados em outros países pois a viabilidade da substituição de gasolina por eletricidade ainda não é totalmente óbvia. A Quartz explica o projeto e as diferenças da Índia para outros países.


TECNOLOGIA AJUDANDO A SALVAR A EDUCAÇÃO

e-books| edtech | amazon

Muito antes de resolver as questões do transporte urbano, o que tem se apresentado como mais urgente e desafiador é resolver as questões da educação dos jovens. Vemos inúmeras entrevistas e iniciativas no sentido de preparar conteúdos, formatos e professores minimamente alinhados com as demandas não só do mercado de trabalho, mas também da sociedade.

Algumas dessas iniciativas foram discutidas no evento Bett Educar onde a diretora global de programas educacionais da Microsoft  pintou um quadro onde os estudantes não se sentem estimulados pois vivem em um tempo diferente daquele para o qual as aulas estão sendo apresentadas. Na entrevista que ela deu para o Inova.jor foi clara: “As escolas formam os estudantes para os empregos errados.” e há tecnologia disponível para mudar esse cenário criando estratégias e métricas de engajamento mais eficazes no alinhamento entre professores, alunos e sociedade. Leia a entrevista completa aqui.

e-books
Mas a tecnologia na distribuição de conteúdo muitas vezes encontra barreiras que não pareciam de tão difícil transposição. É o caso dos e-books que não decolaram como previsto. Segundo a edição 2017 do Global eBook: a report on market trends and developments no Brasil apenas 6,9% dos livros de interesse geral vendidos são eletrônicos o que corresponde a apenas 3,2% d faturamento das editoras.

Amplamente dominado pela Amazon, o mercado nacional de e-books cresceu 50% em relação a 2016 com o Google aparecendo em segundo lugar. Leia a análise do Publishnews sobre esses números e o mercado brasileiro de e-books em geral.


SEGMENTANDO PÚBLICO POR IMAGENS PÚBLICAS

propaganda | retargeting | coca-cola

Semana passada falamos de como a publicidade on-line utiliza dados para definir e alcançar públicos-alvo extremamente específicos. Hoje, segmentações muito detalhadas permitem a criação de micro-audiências que, em princípio, são muito mais interessadas no produto que oferecido e consequentemente atingir taxas de conversão melhores. Mas uma campanha recente da Coca-Cola levou essa estratégia a um novo patamar.

Para promover a Gold Peak, sua marca de chá gelado, a Coca-Cola procurou no Facebook e Instagram quem tivesse compartilhado imagens públicas que mostrassem copos, garrafas e jarras de bebidas, inclusive de produtos concorrentes. Para essas pessoas ela passou a mostrar banners da Gold Peak em mais de 40 sites mobile e aplicativos que o usuário acessasse.

Isso foi possível através de um sistema que varre redes sociais e identifica imagens de marcas, produtos, logos e ambientes em posts públicos e conecta essa informação às atividades on-line do mesmo usuário fora das redes sociais. Sinsitro. Leia mais detalhes na matéria da Digiday.


QUER LEVAR ESSE CONTEÚDO PARA SER DISCUTIDO EM SUA EMPRESA OU GRUPO?

Fazemos encontros semanais ou mensais para discutir como a transformação digital está impactando negócios e sociedade.
Fale conosco: panoramix@panora.com.br


POLÍTICA, DINHEIRO E PODER NA NOVA ECONOMIA

sociedade | cidadania

Achei que a leitura de um artigo meu de 2015 seria oportuna para o momento que estamos passando. É sobre como a transformação digital pode mudar tudo na política e na relação dos cidadãos com o poder.

“Se há alguém que se sente muito prejudicado pelos impactos da Nova Economia é aquele governo que não cumpre o seu papel de líder incentivador, que deixa de perceber e atender ao novo cidadão e que prefere negar a inovação e manter feudos e concessões por razões políticas.

Sem conseguir acompanhar as necessidades da nova sociedade e entendendo que a nova economia reduz a arrecadação de impostos, quando na verdade acontece o contrário, e consequentemente seu poder, legisladores muitas vezes escolhem proibi-la de existir ou funcionar a se apropriar dela e amplificar seus benefícios. Isso não acontece por desconhecimento sobre como funcionam os novos negócios, mas por puro medo de perder” ……continue lendo.


FUMAR É UMA ARTE

arte

O artista americano Aaron Kasmin preparou uma série de pinturas em homenagem aos tempos áureos de Hollywood, quando fumar não era um crime e quando bares e restaurantes costumavam distribuir belas caixas de fósforos entre os clientes. Um trabalho sensível que une memórias da propaganda e da arte. Se você estiver em Londres até dia 9 de julho, pode ver os originais na galeria Sims Reed.

fosforos 550

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