PanoraMix #10

Veja os assuntos que escolhi para essa décima edição:

Estadão, Guardian e HuffPost digitais.
Quem quer ser um professor?
Siri, Bixby, Now e Alexa.
Aplicativo lê objetos para cegos.
Comida e bebida amanhã.
O balé das ruas de Nova York.

Depois me conta o que você achou.

Abs,
Paco Torras

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Leia as edições anteriores da Panoramix clicando aqui.


The Voice

iot | comandos de voz

Na penúltima edição da PanoraMix falei sobre como a voz está se tornando uma interface importante entre seres humanos e máquinas, que ao contrário das conversas entre dois humanos, ela por enquanto está numa fase afetiva e amistosa.

Como em qualquer idioma, nessa conversa também há códigos que permitem um entendimento mais fluido. A Olhar Digital compilou alguns desses códigos numa lista que simplifica o diálogo e as ações desse relacionamento, pelo menos entre nós e o Google Now.

O Google Now é uma dessas interfaces – Siri da Apple, Alexa da Amazon e Bixby da Samsung  são outras – que tentam ganhar nossa amizade e ouvir o que temos a dizer. O Olhar Digital fez uma compilação de expressões básicas para que quer começar um conversa ou precisa de uma ajuda inicial nesse novo idioma que cedo ou tarde todos vamos utilizar. Cada um na sua língua.

Alguns exemplos:

“envie uma mensagem para [contato]” (você também pode falar: “Envie uma mensagem pelo [aplicativo] para [contato]”. Por exemplo: “Envie uma mensagem pelo WhatsApp para o Marcelo”)

“O que significa [palavra]?” (o Google lerá para você a definição daquela palavra)

“[cálculos matemáticos]?” (por exemplo: “Quanto é 15 vezes 3?”, “quanto é 762.634 dividido por 734?”, “quanto é 666 elevado ao cubo?”, “qual é a raiz quadrada de 7?”, “quanto é 11% de 11?”)

“Onde fica o [lugar específico]?” (por exemplo: “Onde fica o estádio do Pacaembu?” ou: “Onde fica o mercado da Lapa?”)

“Como se diz [frase] em [língua]?” (por exemplo: “Como se diz ‘eu quero ir para casa’ em inglês?” ou: “Como se diz ‘onde fica o banheiro?’ em japonês?”)

Veja diversos outros comandos aqui.


QUEM QUER SER UM PROFESSOR?

edutech

Um desdobramento óbvio do fato de que hoje qualquer um pode produzir e vender conteúdo acaba de ganhar escala com a liberação para o público em geral do Google Classroom.

A plataforma, que antes só estava disponível para escolas, universidades e seus estudantes, agora foi aberta para que qualquer um possa montar cursos online com vídeo, provas, tarefas, trabalhos e acompanhamento interativo dos alunos. Não achei nela uma forma para cobrança pelas aulas, mas tenho certeza que em breve essa funcionalidade será integrada à plataforma.

Plataformas de vídeo foram o trampolim para a criação de diversos negócios em entretenimento e educação, e MOOCs são o modelo para ampliar o acesso a conteúdo e conhecimento. Leia aqui tudo o que já publiquei sobre como a tecnologia está mudando a educação.

Esse é mais um passo para disseminar conhecimento, mas também para democratizar seu acesso. Etapa fundamental para qualquer proposta de redução de desigualdades sociais e econômicas.

Se você quer oferecer algum curso online, pode começar por aqui.


APP LÊ OBJETOS PARA CEGOS

aplicativos | novos negócios

Já imaginou um cego poder escutar o nome das coisas para as quais ele apontar seu smartphone? Não precisa mais imaginar, existe um app que faz isso.

Usando a câmera do celular e muita inteligência artificial o AiPoly é capaz de reconhecer e falar em tempo real o nome de coisas, cores, marcas, moedas, animais, plantas, etc. em até sete idiomas diferentes. Veja aqui o aplicativo em funcionamento.

Oferecido no modelo freemium onde a identificação de 1.000 itens básicos é gratuita e uma assinatura mensal de US$ 4.99 garante não só a identificação de outros itens, mas também o contínuo desenvolvimento do app.

Vocês podem ver abaixo que eu mesmo testei e, exceto por não identificar a raça da minha gata, funcionou muito bem.

O poder dos smartphones aliado à capacidade de empreendedores criativos que já parece incrível, está apenas na sua infância. Tenho certeza que veremos constantemente iniciativas tão ou mais bacanas quanto essa.

Faça o download do AiPoly para iOS e Android.


NA NOSSA MESA EM 2030

comida | bebida

Recentemente falamos sobre duas empresas que estão desenvolvendo carne em laboratórios, mas há algumas outras inciativas que irão mudar completamente não só o que comemos, mas também o acesso à comida.

Além da carne de laboratório que é indistinguível da natural, a impressão 3D de pastas de alimentos, algas, que possuem alto teor de carboidratos e proteínas e insetos, que já fazem parte da dieta de mais de 2 bilhões de pessoas serão de fácil acesso nos próximos quinze anos. Todos esses alimentos têm em comum o baixo uso de espaço e água na sua produção, baixo custo quando produzidos em escala além de menor impacto no efeito estufa.

Veja um vídeo falando sobre essas quatro comidas que podem estar nas nossas mesas daqui a pouco.

Laranja Mecânica? Pfffffff. Limonada Eletrônica

Mas se você está somente atrás de sabor, sem preocupações com sustentabilidade e alimentação balanceada, não se preocupe. Também tem alguém pensando em você. Em enganar você.

Pesquisadores de Cingapura inventaram um copo que usando eletrodos na borda informa sua língua o sabor que ela deve sentir mesmo quando dentro do copo só tem água. A tecnologia consegue simular sabores salgados e doces e permite que qualquer um possa ter o prazer do sabor sem a culpa de estar saindo da dieta, por exemplo. Sabendo que se bebe também com os olhos, o copo ilumina a água no seu interior para reproduzir a cor da bebida.

Por enquanto só conseguiram reproduzir uma limonada, mas criar e enviar sabores pela internet é o próximo passo. O Daily Mail tem mais detalhes.


HUFFPOST, GUARDIAN E ESTADÃO NO DIGITAL

mídia | fotografia | instant articles

Semana passada você leu sobre a Vox adotar um visual mais tradicional na sua homepage para passar uma imagem de maior credibilidade frente à disseminação de fake news. Confirmando que a mídia em geral passa por um momento de ajustes profundos, três outras iniciativas de grandes veículos me chamaram a atenção na semana passada:

HuffPost
Aquele que já pode ser considerado um veterano do jornalismo online, o The Huffington Post – que agora se apresenta como HuffPost – vai no caminho inverso do da Vox e opta por uma nova homepage que privilegia manchetes chamativas e principalmente com potencial de viralização. “Estamos incrementando nosso estilo arrojado, chamativo e apresentando as notícias com senso de humor, indignação e empatia”, explicou a no
va editora chefe do jornal. A Poynter conta a história desse reposicionamento que já aumentou em 27% as visualizações de gifs e vídeos.

Guardian sem Instant Articles
A guerra entre quem produz e quem distribui conteúdo está só começando e já tem gente revendo suas estratégias e acordos de paz.  Instant Articles é a ferramenta do Facebook que acelera o carregamento e melhora a visualização de artigos compartilhados em sua rede social o que, segundo eles, aumenta em 20% a leitura e reduz em 70% a possibilidade de abandono.

Mas o Instant Articles cria páginas próprias com o conteúdo e não leva o leitor ao site web de quem o produziu. Isso reduz tanto o acesso ao site, que o Guardian decidiu abandonar o IA e voltar a dirigir todos os cliques nos seus posts diretamente para suas próprias páginas que confia e controla. O NYT já tinha tomando a mesma decisão. Claro que tudo se resume a parar de perder receita. O Digiday detalha esse movimento.

Estadão+Motorola = Hello News
Vejo no Estadão o mais ágil e arrojado grande veículo brasileiro no que tange a adoção e rentabilização de novos formatos digitais. Um exemplo disso junta tecnologia, mobilidade, informação visual e marketing.

Para promover os novos modelos de smartphones Moto Z, que possuem como acessório uma câmera Hasselblad de alta qualidade, a Motorola fez uma parceria com o jornal para que seus fotógrafos usem os aparelhos por três meses. A ideia é unir a qualidade da câmera com a facilidade de uso do smartphone e tornar mais simples e ágil a captura e publicação de imagens tanto no site como no papel.

O projeto também gerou uma exposição com as fotos feitas pelos fotojornalistas do Estadão que você pode veraqui.

Parcerias desse tipo são fundamentais. Unem a credibilidade de um veículo à tecnologia de um fabricante, ambas marcas tradicionais em suas áreas, que produzem algo maior do que fariam separadamente.

E já que o assunto é fotografia….


BALÉ NAS RUAS DE NOVA YORK

fotografia

O verdadeiro balé dos nova-iorquinos caminhando pelas ruas foi belissimamente capturado pela fotógrafa, e ex-bailarina, Elizabeth Bick.

Com montagem de fotos em sequência e pontos de vista muito bem estudados, ela criou uma coreografia de grande impacto visual.
Mas é melhor você ver outras imagens e ler a crítica profissional do John Leland no NYT.


QUER LEVAR ESSE CONTEÚDO PARA SER DISCUTIDO EM SEU GRUPO OU EMPRESA?

Fazemos encontros semanais ou mensais para discutir como a transformação digital está impactando negócios e sociedade.
Fale conosco: panoramix@panora.com.br.


 

Um comentário sobre “PanoraMix #10

  1. Pingback: PanoraMix #14 | Paco Torras | PANORA

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