Salário mínimo “alto” gera desemprego

Os recentes aumentos reais no salário mínimo em alguns estados americanos está acelerando a adoção se sistemas automatizados e robóticos em atividades nas quais esse podem ser mais eficientes, baratos e rentáveis.

Os primeiros a serem substituídos serão aqueles que trabalham em funções repetitivas e sem necessidade de especialização e nas cozinhas de fast-foods como o McDonald’s onde a mão de obra corresponde a 30% dos custos operacionais dos restaurantes.

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Na verdade esse movimento já acontece há algum tempo, só tende a ser mais acelerado agora.  Nos anos 60-70, uma loja do McDonald’s tinha entre 70 e 80 funcionários contra os 30 ou 40 de hoje pois ao invés de serem preparados na loja, ingredientes e molhos já chegam prontos para uso. Os próximos a serem substituídos por máquinas serão os chapeiros, aqueles que preparam os hambúrgueres. A produtividade dessa atividade subiu apenas 0.3% ao ano, muito baixo se comparada a outras indústrias. Quem ainda vai ficar serão os atendentes, a frente da loja que lida diretamente com os clientes. O contato humano ainda não pode ser substituído por robôs. Pelo menos não nos EUA.

No Brasil, onde os salário mínimo ainda é baixo mas a eficiência da indústria é ainda menor, esse movimento vai ser inevitável e acelerado pela baixa qualificação da mão de obra existente e pela queda nos custos da automação de atividades mais simples.

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