O Google e seus tecidos interativos

A gente aqui fala muito sobre negócios disruptivos, aqueles que mudam completamente a maneira como determinados serviços sempre foram feitos. Uber, AirBnB, Netflix são alguns ícones dessa nova economia.

Já produtos disruptivos é uma área bem mais complicada. Desenvolver um produto físico que altere hábitos exige um investimento enorme em pesquisa e desenvolvimento. Leva anos, pode consumir rios de dinheiro e horas de trabalho e muitas vezes só se justifica se tiver um mercado consumidor enorme e sedento por uma coisa que não sabe muito bem o que é. Exemplos de produtos disruptivos recentes são o Viagra e o iPhone.

Talvez mais difícil do que criar um produto do zero seja mudar o uso de um produto existente que quanto mais estabelecido e onipresente for, mais difícil será para o mercado aceitar qualquer mudança.

Atualmente estamos passando por isso com os relógios de pulso que estão ganhando inúmeras funções e se transformando em verdadeiros microcomputadores. O problema é que parece que o usuário ainda não está pronto para ter tanta tecnologia pendurada pelo corpo. Mas a indústria já está encontrando a solução: fazer a tecnologia invisível.

Em mais uma iniciativa do Google longe do seu negócio principal, o Projeto Jacquard quer criar tecidos que sejam sensíveis a toque, gestos, temperatura, umidades, etc. usando as mesmas máquinas de tecelagem que hoje são usadas para fabricar os tecidos que vestimos e estofamos móveis.

Isso já é possível com o desenvolvimento de fios que combinam algodão, polyester ou seda com  finíssimos fios de ligas metálicas que são imperceptíveis ao toque, mas que funcionam como o mousepad de um laptop ou o tochscreen do seu smartphone. Esses fios são conectados a um chip do tamanho de um botão capaz de diferenciar um gesto deliberado de um simples toque no tecido.

Soluções desse tipo são mais um exemplo de que estamos caminhando para um futuro totalmente conectado, mais uma peça do quebra-cabeças que já inclui, relógios, termostatos, celulares, TVs, etc. No futuro provavelmente alguns botões e interruptores da sua casa serão substituídos por superfícies sensíveis utilizando essa tecnologia.

As pessoas já gostam quando a tecnologia as ajuda no dia a dia e gostam mais ainda quando ela é invisível, quando não é preciso nem pensar para que ela seja útil.

“Se pudermos tecer sensores como um componente têxtil,” diz Ivan Poupyrev do Google, “vestaremos nos afastando dos eletrônicos e tornando interativo um dos materiais mais básicos do mundo.”

O Google tem mostrado várias iniciativas que parecem saídas dos livros de ficção científica mas que com alguma certeza vão estar fazendo parte do nosso cotidiano. Provavelmente antes do que a gente espera.

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