Fazendas urbanas

Alimentar o mundo não é uma tarefa fácil. São 7 bilhões de pessoas que precisam comer alguma coisa todos os dias. E o desafio não é apenas o de produzir alimentos para todos, mas também o de distribuir globalmente, principalmente produtos básicos como trigo, milho e soja que formam a base de inúmeros outros produtos alimentícios.

Além do custo dessa distribuição global que acaba encarecendo o preço final da cadeia, o transporte de alimentos por terra, mar e ar polui, consome energia e engarrafa as vias. Mas isso não vale só para as commodities acima, vale também para produtos frescos e processados que precisam viajar muito para chegarem aos consumidores, principalmente nos centros urbanos, longe dos locais de produção.

E comida viajada, principalmente a fresca, na maioria das vezes não é boa. Custa caro não só o transporte mas também mantê-la fresca durante a viagem em containers refrigerados ou embalagens especiais.

A tecnologia está aí não só para criar serviços, apps e soluções que tornam a nossa vida mais simples. Ela também está viabilizando que a comida fresca seja produzida mais perto dos consumidores, com um rendimento por área muito melhor do que o usual e assim ajudando a resolver o problema do transporte desnecessário de comida. São as fazendas urbanas, que plantam vegetais usando muito pouca água, em áreas reduzidas e em geral utilizando áreas desprezadas de cidades ou coberturas de edifícios.

Mas o que está sendo feito numa pequena cidade de montanha no norte dos EUA vai além e resume bem os problemas que fazendas urbanas enfrentam e as soluções adotadas.

A cidade de Jackson no Wyoming é uma conhecida estação de esqui onde, claro, faz muito frio e pouco sol, não sendo exatamente o melhor lugar para agricultura. Mas é lá que um grupo local decidiu construir uma primeira plantação vertical, em um edifício perto do centro da cidade.

Com a tecnologia hidropônica adotada a Vertical Harvest vai produzir em uma área de 1.200m2 dividida em três andares a mesma quantidade de vegetais que precisariam de 20.000m2 para serem produzidos com a técnica tradicional.

O apoio dos restaurantes e mercado locais já garantiu a compra de 95% da produção quando a fazenda vertical começar a produzir no começo de 2016.

Com um custo estimado de US$ 3.7 milhões a Vertical Harvest de Jackson quer provar que se é possível produzir alimentos e ser rentável em um ambiente tão pouco amistoso para a agricultura, esse tipo de de produção será totalmente viável em regiões mais amigáveis. Outro viés bacana deste projeto específico é que ele irá contaratar pessoas com deficiências físicas para trabalhar na fazenda, melhorando a qualidade de vida e a taxa de desemprego desse tipo de trabalhador.

Embora esta primeira fazenda urbana não seja capaz de suprir completamente a demanda de jackson, é um primeiro passo para que outras comunidades possam tomar o mesmo caminho.

Com Citylab.

2 comentários sobre “Fazendas urbanas

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