Um espanhol teoriza e um americano faz. A nova educação que a nova sociedade precisa

Uma das maiores autoridades em educação do mundo, o espanhol Angel Pérez Gómez esteve no Brasil participando de um evento e foi entrevistado pela revista Época. Nela Gómez coloca claramente o óbvio, aquilo que todo mundo já sabe: ou as escolas mudam ou vão desaparecer em pouco tempo.

Mudar a educação é sem dúvida uma das maiores necessidades e ao mesmo tempo um dos maiores desafios enfrentados pela nova sociedade. Há tempo os modelo educacional vigente não prepara o aluno para o mundo no qual ele irá atuar profissional e socialmente. Os sistemas escolares que temos hoje são do Séc. XIX e nunca foram atualizados. Por quê obrigar o aluno a reter informação, a famosa decoreba, se ele pode acessar essa mesma informação a qualquer hora de qualquer lugar? “O desafio da escola atual é formar mentes que saibam pensar, orientar-se, tomar decisões e atuar”, afirma o espanhol.

Enquanto um estabelece as bases teóricas, quem pode e tem a iniciativa faz. Elon Musk, um dos maiores visionários e empresários americanos, fundador do PayPal, Tesla e Space X, entendeu que a escola onde seus cinco filhos estudavam não atendia ao que ele achava que deveria ser a educação que as crianças deveriam ter. Então ele foi lá, contratou um dos professores da escola e criou a sua própria, a Ad Astra, onde hoje estudam quatroze crianças, a maioria filhos de funcionários de uma de suas empresas. Ainda que seja apenas um modelo experimental, Musk é um cara com enorme poder de criação e convencimento, e se ele achar que criar uma rede de escolas no modelo Ad Astra é o que deve ser feito, ele fará.

Tanto Elon Musk como Angel Gómez concordam que a escola moderna deve “substituir um currículo fragmentado em disciplinas por um currículo centrado em problemas. O que temos que trabalhar são os problemas da vida cotidiana. O importante é recorrer a conceitos da matemática, da física, da geografia, entre outros, para entender e resolver problemas. Um currículo do tipo requer um ensino interdisciplinar e muito mais ativo. O aluno tem que ir à escola para fazer coisas – não apenas escutar e repetir. Ele tem que fazer projetos, debater, pensar, criar” diz o espanhol em sua entrevista. E esse é exatamente o modelo educacional que Musk adotou na Ad Astra.

Mudar uma cultura pedagógica tão enraizada leva tempo e precisa de gente como Gómez para estruturar suas bases e um cara como Elon Musk para fazer acontecer. Quem sabe em breve a gente não vai ver esses dois trabalhando juntos?

Leia aqui a entrevista completa  de Angel Gómez.

3 comentários sobre “Um espanhol teoriza e um americano faz. A nova educação que a nova sociedade precisa

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